Cine PE 2014: Documentário O Mercado de Notícias é o destaque do segundo dia

Documentário português 1960 e drama nacional Getúlio foram os outros longas exibidos neste domingo.
Após uma abertura com dez curtas e um longa, o segundo dia do Cine PE voltou a se revelar uma maratona cinéfila. Foram exibidos neste domingo, 27 de abril, dois curtas e três longas. O grande destaque foi o documentário O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado. O diretor de O Homem que Copiava ouviu grandes nomes do jornalismo brasileiro para traçar um panorama do atual momento da profissão, muitas vezes marcadas por interesses políticos e financeiros.
Os outros dois longas exibidos foram Getúlio, de João Jardim, e 1960, de Rodrigo Areias. Abaixo, você confere um panorama das sessões deste segundo dia de Cine PE.
A noite começou com o curta pernambucano Frascos, de Ariana Nuala, que não empolgou. O filme até arrisca ao inserir um trecho de animação no meio da narrativa, mas possui alegorias vazias e desinteressantes. Investe no psicodélico, mas não chega a cativar o público.
O segundo, e último, curta da noite foi o carioca Ecce Homo, de Clodoaldo Lino. O diretor reuniu imagens de abuso de animais e criou um filme forte, mas que parece querer chocar apenas por chocar. É um curta que grita sua opinião, terminando com um rock pesado que tenta aumentar o incômodo do público. Curiosamente, o curta opta por colocar seus atores sorrindo durante a apresentação dos créditos finais, o que diminui a força da denúncia.
Passados os curtas, chegou a hora de conferir o excelente O Mercado de Notícias (foto). É uma pena que Jorge Furtado filme tão pouco. Seu último trabalho a chegar aos cinemas foi Saneamento Básico, O Filme, tendo feito telefilmes neste meio tempo (Homens de Bem e Doce de Mãe). O Mercado de Notícias é um filme importantíssimo, debatendo a atuação da mídia no Brasil nos últimos anos. Ouvindo nomes fortes do jornalismo, como Jânio de Freitas, Geneton Moraes Neto, Mino Carta, Cristiana Lobo, dentre outros. Trata-se de um longa inteligente e envolvente, que deveria ser obrigatório em todo curso de jornalismo.
Entre para comentar.