Arquidiocese do Rio veta imagens do Cristo Redentor em segmento de Padilha para Rio, Eu Te Amo

Em resposta, em entrevista ao jornal Globo, cineasta e ator Wagner Moura classificam atitude como "censura" e criticam “falta de sofisticação intelectual” da Igreja Católica.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro, que detém os direitos de imagem do Cristo Redentor, vetou o uso da figura da estátua no segmento dirigido por José Padilha para o filme Rio, Eu Te Amo. A informação é do Jornal O Globo.
A assessoria de imprensa da Arquidiocese disse à publicação que “há cenas no filme em questão que foram consideradas ofensivas à imagem do Cristo e, consequentemente, à casa dos católicos”. Detalhes sobre os possíveis "insultos" ou mesmo a transcrição do episódio, no entanto, não estão disponíveis.
No filme em questão, intitulado Inútil Paisagem, um instrutor de asa delta (Wagner Moura) salta da Pedra Bonita e analisa sua relação com as pessoas e a cidade do Rio. Durante o voo, ele “reclama” da vida com o Redentor – inserido em cena a partir de chroma key.
Em resposta conjunta ao jornal, diretor e ator classificaram a atitude como "censura". “Em nosso episódio, a estátua é mostrada como um símbolo da cidade, e não como símbolo religioso. Assim como se passa com todas as propagandas turísticas que mostram o Redentor. São propagandas do Rio de Janeiro, e não da religião católica”.
A dupla vai ainda mais longe na discussão: “como atesta a história da Igreja Católica, até dizer que o sol está no centro do sistema solar pode ser considerado crime hediondo, a ser punido com a morte na fogueira. Usar camisinha durante a epidemia de Aids, ou mesmo ser homossexual, é pecado … A Igreja Católica atual não tem grande sofisticação intelectual”.
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