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Games · · 2 min de leitura ·

Nvidia vira alvo de críticas após usar IA para alterar visuais de personagens em jogos

Nvidia vira alvo de críticas após usar IA para alterar visuais de personagens em jogos




A Nvidia virou alvo de críticas após apresentar o DLSS 5, uma nova versão de sua tecnologia de gráficos baseada em inteligência artificial. A ideia da empresa é promover melhorias em iluminação em tempo real e otimização visual, mas a forma como foi demonstrada – com alterações nos rostos de personagens de jogos já conhecidos – gerou reação negativa entre jogadores.

Em vez de destacar avanços para títulos futuros, a companhia optou por exibir mudanças em jogos que já são populares, o que foi interpretado por parte do público como uma intervenção direta na direção artística das obras. As modificações incluem desde ajustes em expressões faciais até alterações de iluminação que, em alguns casos, suavizam sombras ou até mudam a aparência dos personagens.

A tecnologia funciona como uma camada de processamento baseada em IA, capaz de ajustar elementos visuais em tempo real. Embora o objetivo seja aprimorar a qualidade gráfica, críticos apontam que o resultado pode descaracterizar o trabalho de artistas e desenvolvedores, gerando uma aparência considerada artificial ou padronizada.

A repercussão negativa levou executivos da Nvidia a se manifestarem. O CEO Jensen Huang rejeitou as críticas, enquanto a empresa reforçou que os estúdios mantêm controle sobre as alterações visuais. Representantes da fabricante afirmaram que desenvolvedoras parceiras podem decidir como (e se) utilizam os recursos oferecidos.

Alguns estúdios também se posicionaram. A Bethesda, dona do Starfield, indicou que os ajustes apresentados são preliminares e que o resultado final seguirá a direção artística definida internamente. A empresa ressaltou ainda que as mudanças serão opcionais para os jogadores.

Apesar disso, o episódio reacendeu discussões sobre o impacto da inteligência artificial na criação de jogos. Em um cenário marcado por demissões frequentes na indústria, parte da comunidade demonstra ceticismo em relação ao grau real de controle dos artistas sobre tecnologias automatizadas. Foi o caso de Sean Hollister, editor sênior e membro fundador do site de tecnologia The Verge.

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