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Games · · 3 min de leitura ·

Review Persona 5 Royal: uma obra-prima que cobra paciência

Review Persona 5 Royal: uma obra-prima que cobra paciência




Recomendado com ressalvas. É um dos melhores RPGs da geração, mas as 100 horas e o começo arrastado exigem paciência para quem não conhece a franquia.

A Atlus anunciou Persona 6 no Xbox Games Showcase de junho, e ele só deve chegar depois de Persona 4 Revival (marcado para fevereiro de 2027). Ou seja: a fila para o próximo capítulo é longa. É a deixa perfeita para revisitar o jogo que colocou a série no mapa do Ocidente — e ele acabou de voltar ao Xbox Game Pass.

Persona 5 Royal é a versão expandida de Persona 5, RPG japonês lançado em 2017 pela Atlus (estúdio também responsável pela série Shin Megami Tensei). A premissa é: um grupo de colegiais descobre como entrar na mente das pessoas para “mudar seus corações”. Royal chegou ao Ocidente em 2020 e, desde 2022, está em PC (Steam), PlayStation, Xbox e Nintendo Switch. O preço cheio é R$ 299,90, mas o jogo vive em promoção — e agora também está no Game Pass. A campanha passa fácil das 100 horas.

Para quem nunca encostou na série, pense em duas metades. Uma é um RPG de turnos em que o jogador comanda heróis com poderes ligados a cartas de tarô. A outra é um simulador de vida de colégio: fazer amigos, estudar para a prova, manter passatempos. Quem assiste a animes como One Piece vai reconhecer o tom, que oscila entre o sombrio e o bobo sem pedir licença. Já quem prefere algo mais cru e adulto, no registro de Cyberpunk 2077 ou The Witcher 3, pode estranhar a embalagem colorida por cima de temas pesados.

O combate é o que mais surpreende quem chega de outros RPGs. Ele funciona como um sistema de magia amarrado a arquétipos: cada personagem invoca uma Persona, uma espécie de espírito ligado a um tipo de poder. No papel, soa burocrático. Na prática, é rápido, fluido e tem estilo, bem mais ágil que as entradas anteriores da franquia, que se arrastavam a cada turno.

A outra metade do jogo é o que o separa do resto do gênero. Entre uma masmorra e outra, a rotina do colégio não é só um enfeite: estudar para uma prova, sair com um amigo ou treinar um hobby renderem benefícios diretos na hora de enfrentar inimigos. As duas metades se alimentam. É raro um RPG transformar “fazer a lição de casa” em algo que importa para o combate.

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