Estudantes brasileiros vencem desafio global da Roblox com jogo cooperativo sobre habilidades humanas

A Roblox e a organização Games for Change anunciaram os vencedores do Desafio para Incentivar Conexões Positivas e Bem-Estar, competição global que convidou desenvolvedores do mundo todo a criar jogos na plataforma com foco em saúde mental, comunidade online e segurança digital. Entre os premiados, o Island of Communion, desenvolvido pela dupla brasileira Laís Migliori e Victor Gabriel Martins, que conquistou o segundo lugar na etapa global e um prêmio de US$ 10.000 e mais exposição na edição em Nova York.
Lançado em fevereiro de 2025 em parceria com a Games for Change – organização norte-americana fundada em 2004 com foco no uso de jogos como ferramenta de impacto social, o desafio propôs que criadores desenvolvessem jogos no Roblox capazes de ensinar habilidades como comunicação, empatia, resiliência e proteção contra riscos online. Os critérios de avaliação foram cinco: qualidade da narrativa e da mensagem, potencial de impacto, aprendizagem baseada em jogo e nível de acabamento técnico.
A competição reuniu mais de 150 participantes e gerou mais de 25 submissões globais. Foram realizadas gamejams presenciais como etapas regionais no Brasil, na Índia e na Coreia do Sul. A etapa brasileira, chamada Jam 4 Change, foi realizada em São Paulo em parceria com a Universidade de São Paulo, com organização da Games for Change América Latina.
O prêmio de primeiro lugar da etapa global, no valor de US$ 15.000, foi para Gather-2-Gether, desenvolvido pelo estúdio Magic The Dog, de Miami — um jogo cooperativo para dois jogadores, pensado para pais e filhos. Os vencedores também receberão mentoria com o time de design da Roblox e terão seus jogos expostos no G4C Festival em Nova York, nos dias 21 e 22 de julho de 2026.
O Island of Communion coloca os jogadores em um mundo formado por quatro ilhas que perderam cores, vegetação e fauna. Cada ilha representa um dos pilares temáticos da competição: comunicação, colaboração, resiliência e reconhecimento. O objetivo é restaurar cada ilha completando três mini-games por mundo.
A mecânica central do jogo é a cooperação obrigatória: os mini-games não funcionam com apenas um jogador. Cada desafio exige que os dois participantes realizem ações distintas e simultâneas, o que força comunicação constante. “Não tem como fugir. Os mini-games simplesmente não rodam se não tiverem as duas pessoas ativamente participando”, explica Victor. “Um jogador precisa estar fazendo uma coisa enquanto o outro precisa estar fazendo outra. Então vocês têm que conversar.”
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