Review Star Fox no Switch 2: o clássico que volta melhor em tudo que importa

Quando foi anunciado Star Fox Nintendo Switch 2, o remake de “Star Fox 64” (1997), lançado originalmente no console Nintendo 64, as opiniões logo se dividiram em “que ideia sensacional” e “será que é necessário?”, visto que o jogo já havia sido reinventado para o Nintendo 3DS e, 2011, e “parcialmente” reinventado novamente em “Star Fox Zero” (2016) no Wii U.
A resposta vem logo nos primeiros segundos do jogo, na cena de introdução. O prelúdio da história do jogo original, contando a história de James McLoud, pai do protagonista da franquia, Fox McLoud, mostra que, teremos sim a mesma história sendo contada, mas nessa “revisão do livro” foram adicionados capítulos, artes e diálogos, que já valem a releitura.
É no áudio onde, logo de cara, temos uma primeira e grata adição: Voice actors dando som aos diálogos. Torna-se uma experiência completamente nova ouvir timbres e interpretações, em personagens que até então só se moviam em silêncio, enquanto os diálogos apareciam escritos na tela. Vale destacar aqui, que o jogo conta com total adaptação para o idioma português brasileiro, com competente trabalho das vozes envolvidas, o que torna a imersão na história ainda maior.
Além de vozes, a trilha sonora originalmente composta por Koji Kondo and Hajime WakaiKoji, foi aqui rearranjada por Stephen Barton (conhecido por Titanfall 2 e Star Wars Jedi: Survivor) e Matt Pirog, que também contribuíram com novas composições adicionais para o jogo. A gravação de toda a trilha foi toda realizada no lendário estúdio Abbey Road, localizado em Londres. Ela age de forma competente, e mesmo sem ter algum tema que possa talvez figurar entre os maiores da história dos jogos, dá pano de fundo à história trazendo o clima ideal para uma grande saga espacial.
Vale ainda registrar que na categoria sonora tem um ponto de atenção: em alguns momentos de maior ação, apesar de extremamente bem executados, os diálogos estão presentes mais do que realmente precisava. Os personagens do time dos heróis não param de conversar um minuto sequer, mesmo em momentos de combate com dezenas de naves inimigas. Isso pode causar “perda de foco” nas missões do jogo, por se tratar de um título em que a mira certeira e manobras que, se não forem bem executadas, podem custar a partida.
Na mesma linha da parte sonora, o jogo já mostra que houve muitas evoluções técnicas em relação a seus antecessores, na parte gráfica isso é ainda mais evidente.
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