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Games · · 2 min de leitura ·

Orpheus: To Hell and Back review: a ideia é boa, mas o jogo faz você desistir

Orpheus: To Hell and Back review: a ideia é boa, mas o jogo faz você desistir




Vale a pena para quem curte puzzle retrô estilo Game Boy, gosta de mitologia grega e é persistente: a lira mágica, o visual chibi-anime e a trilha chiptune têm charme de sobra. Mas se você se frustra fácil, saiba de antemão que perder tudo manda você de volta ao início do jogo inteiro — e isso pode acabar com a diversão antes da metade.

Orpheus: To Hell and Back é um jogo de ação-puzzle retrô, com visual anime-chibi estilo anos 80, que reconta o mito de Orfeu e Eurídice. Você joga com Orfeu, que desce ao Hades para resgatar sua amada. Sua lira funciona como mecânica central de combate e puzzles: são três melodias diferentes que encantam, atrasam ou repelem o inimigo, e você precisa jogá-lo em armadilhas espalhadas pelos cenários para destruí-lo.

O título não é um clássico relançado, é um jogo novo com cara de antigo. Ele nasceu de uma campanha no Kickstarter da desenvolvedora StudioLoading, encerrada em abril de 2025, criada para financiar um cartucho físico de Game Boy Color de verdade — arrecadou mais de 16 mil euros, mais que o dobro da meta original. Deu tão certo que, segundo o próprio material de imprensa do jogo, ele roda “no seu console portátil de infância” sem frescura nenhuma.

A versão para PC chegou à Steam em 12 de julho de 2026, desenvolvida por StudioLoading e Kibou Entertainment, e publicada pela Alunite, Inc. Hoje, custa R$ 11,99 na Steam. Está disponível em inglês e japonês, sem português, e por enquanto ainda tem poucas avaliações de usuários na Steam, mas todas positivas.

A mecânica do jogo é simples: três comandos, ativar a lira, usar itens e ler textos e diálogos, além da movimentação. Não traz complexidade, e você só precisa ativar cada um quando for necessário. As três melodias da lira até têm nome oficial: Song of Charm (atrai o inimigo para perto), Song of Sleep (coloca para dormir) e Song of Fear (repele). No papel, é elegante.

Só que a execução deixa a desejar. No botão de ação, há três opções, e não fica claro para que serve cada uma. E tem comando que simplesmente falha: no primeiro chefão, por exemplo, era preciso empurrá-lo contra uma pedra para causar dano, mas isso não acontecia sempre. Fiz o mesmo movimento várias vezes sem efeito nenhum.

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