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Games · · 1 min de leitura ·

O celular virou o maior console do Brasil e ainda tratamos mobile como “game menor”

O celular virou o maior console do Brasil e ainda tratamos mobile como “game menor”




Existe uma contradição no mercado brasileiro de games que já deveria ter deixado de existir: o dispositivo que provavelmente está no bolso da maior parte dos jogadores brasileiros ainda é tratado por uma parcela da indústria como uma espécie de “segunda divisão” dos games.

Durante anos, quando falávamos em videogame, a imagem mental era quase automática: PlayStation, Xbox, Nintendo ou um PC gamer cheio de LEDs. O mobile aparecia como uma categoria complementar, associada a jogos casuais e partidas rápidas.

O Brasil já possui mais de 100 milhões de jogadores, e o mobile representa uma das principais portas de entrada para esse público. O país também acompanha uma tendência global: o smartphone deixou de ser apenas um dispositivo de comunicação e passou a concentrar entretenimento, pagamentos, redes sociais, vídeo e, cada vez mais, games.

Existe uma vantagem competitiva do mobile que nenhum outro formato consegue ignorar: distribuição.

O celular não precisa convencer o consumidor a comprar uma nova plataforma. Ele já é a plataforma.

É justamente por isso que jogos como Free Fire, PUBG Mobile, Roblox, Honor of Kings e tantos outros conseguiram construir comunidades enormes em mercados onde consoles e PCs possuem uma barreira de entrada muito maior.

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