Review Crimson Moon: um soulslike diferente e inusitado

Crimson Moon é um soulslike que vem com uma proposta diferente para o gênero: multiplayer cooperativo online e elementos mais tradicionais de jogos hack ’n’ slash. Tudo isso colocando o jogador no papel de um nefilim, meio humano e meio anjo, criado para defender os humanos com poderes sobrenaturais, enquanto luta contra demônios rumo a realizar uma grande profecia.
Crimson Moon tem uma proposta inusitada, mas que vem com uma certa maestria. São elementos que expõem muitos acertos ao jogo, mesmo para quem não é fã de um soulslike.
Crimson Moon vem como um jogo multiplayer online PVE (Player Versus Environment), ou seja, onde os jogadores enfrentam apenas oponentes controlados pelo computador. É algo similar a jogos como Left 4 Dead e os mais recentes Deep Rock Galactic, Darktide e Helldivers 2, mas nos moldes de um soulslike, totalmente focado no corpo-a-corpo.
Para que essa proposta funcione, há um grande lobby no qual o jogador escolhe qual fase irá jogar. Além disso, é possível escolher a dificuldade e convidar outros jogadores para o cooperativo, elementos que facilitam e muito a dificuldade do gênero. É algo que pode desagradar os fãs mais ortodoxos, mas que é muito bem-vindo para quem prefere apreciar o jogo e seus desafios em vez de morrer inúmeras vezes.
O jogo combina as mecânicas tradicionais de soulslike – como barra de stamina, ataques leves e pesados, risco e recompensa – junto a elementos tradicionais do hack ‘n’ slash – golpes especiais poderosos, execuções e até uma forma ultimate. Tudo isso é bem combinado, e ajuda a trazer à tona a proposta de um guerreiro divino e forte, diferente do que é comumente visto em jogos inspirados em Dark Souls. Já as mecânicas familiares desses gêneros facilitam tanto para novos jogadores quanto para aqueles mais experientes.
A sua temática angelical e de forças divinas é bem refletida em sua arte e gráficos. É tudo muito detalhado e suntuoso, um reflexo da grandeza celestial que vem com uma certa lembrança da série Darksiders. Apesar de não serem necessariamente os melhores gráficos da atualidade, ainda são atrativos e encantadores o suficiente para se admirar, enquanto seu design e estética são de encher os olhos.
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