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Cinema · · 2 min de leitura ·

Diretor brasileiro quer “reinventar” comédia no país com sátira política

Diretor brasileiro quer “reinventar” comédia no país com sátira política




Bruno Safadi finaliza O Prefeito, longa protagonizado por Nizo Neto, filho de Chico Anysio, filmado nos escombros da Perimetral.

Esqueça O Candidato Honesto. Com O Prefeito, o jovem diretor carioca Bruno Safadi, 34, pretende “reinventar” a comédia política no Brasil. “Este filme nasce do meu desejo de trazer o humor ácido de volta às nossas telas como forma de pegar uma tendência cinematográfica que anda em voga no país, a comédia, só que associada a um estilo televisivo, esteticamente pobre, como forma de reinventá-lo”, declarou o cineasta à Revista de Cinema.

Protagonizado pelo ator Nizo Netto, filho de Chico Anysio que viveu o personagem nerd de “Escolinha do Professor Raimundo”, O Prefeito conta a história de um administrador público viciado em remédios que sonha em decretar a independência do Rio de Janeiro do restante do Brasil. Com o apoio de aliados interessados em dividir a arrecadação dos impostos – e, de quebra, levar uma rua ou bairro da cidade – ele consegue a façanha.

Depois de alcançar a soberania, no entanto, ele passa a desenvolver uma estranha alergia a… pessoas. E passa a ser atormentando por uma visão do além, entrando em contato com uma mulher espectral chamada Alma Errante (Djin Sganzerla), que acaba por se tornar sua conselheira. E o que era para ser um golpe vira um governo revolucionário.

Em fase de finalização, o longa foi rodado nos escombros da Perimetral – uma das principais vias rodoviárias do Rio, demolida recentemente em uma ação de revitalização da zona portuária da cidade, uma das principais bandeiras do atual prefeito Eduardo Paes. É lá que se passa grande parte da ação do filme, de onde o tal prefeito passa a despachar.

“O Prefeito não é uma comédia à la Riofilme, que parece um stand-up, muito falado, pouco visual. É um trabalho feito por uma equipe de dez pessoas, com poucos diálogos, simulando um diário político do protagonista. É uma tentativa de eu me arriscar em um terreno novo para uma geração tão apolítica como a minha, que nasceu nos anos 1980”, Safadi contou à publicação. Segundo o diretor, que contou com a autorização da Prefeitura do Rio para filmar nos escombros da demolição, “tudo só foi possível em função de um novo momento de reflexão política trazido pelas manifestações de 2013”.

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