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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: John Madden, diretor de O Exótico Hotel Marigold 2, fala sobre as surpresas desta comédia de sucesso

Exclusivo: John Madden, diretor de O Exótico Hotel Marigold 2, fala sobre as surpresas desta comédia de sucesso




Depois de levar a plateia do Cine PE 2015 às gargalhadas com O Exótico Hotel Marigold 2, o cineasta britânico John Madden conversou com os jornalistas sobre a sua experiência neste filme de sucesso, que surpreendeu nas bilheterias britânicas, ficando três semanas em primeiro lugar.

Em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, ele explicou os desafios de fazer um segundo filme, os problemas e prazeres de filmar na Índia e a experiência única de trabalhar com atores do nível de Judi Dench, Maggie Smith e Bill Nighy, no papel de um grupo de idosos que abandonou o Reino Unido para morar definitivamente na Índia.

O tema do primeiro O Exótico Hotel Marigold (2011) foi o choque de culturas de um grupo de personagens britânicos na Índia. Mas ao final da trama, eles já estão bem acostumados ao novo país. Como construiu a ideia da sequência?

Nós não queríamos fazer o mesmo filme de novo, não fazia sentido. No começo, nós nos perguntamos se era uma boa ideia, se ainda tínhamos algo a dizer. Mas uma das coisas que marcou o público, e que contribuiu ao seu sucesso foi também mostrar pessoas idosas tomando uma grande decisão, de ficar na Índia e morar por lá. De certa maneira, havia a oportunidade de investigar com calma as consequências daquela decisão, nesta altura da vida dos personagens.

É como no caso do romance entre os personagens de Bill Nighy e Judi Dench. Uma versão possível seria dizer que “eles viveram felizes para sempre”, mas também poderíamos investigar o que significa começar um relacionamento nesta idade. Havia algo a investigar, uma metade da história ainda precisava ser contada.

Decidimos que o segundo filme teria o formato de um casamento, que é um evento importante para todos, não apenas para aqueles se casando. Podíamos explorar vários aspectos, porque nesta hora os outros ao redor também se questionam sobre as suas vidas. A Índia sabe festejar como nenhum outro país – talvez o Brasil apenas! –mas havia uma riqueza neste tema, em termos de resolução e de melancolia a retratar.

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