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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: Irandhir Santos e o diretor Leonardo Lacca falam sobre o premiado drama Permanência

Exclusivo: Irandhir Santos e o diretor Leonardo Lacca falam sobre o premiado drama Permanência




Chega aos cinemas nesta quinta-feira o drama Permanência, grande vencedor do Cine PE 2015. O diretor Leonardo Lacca retoma os personagens de seu curta-metragem Décimo Segundo, imaginando o reencontro entre o fotógrafo pernambucano Ivo (Irandhir Santos) e a desenhista paulista Rita (Rita Carelli), anos após a separação do casal. Quando Ivo é convidado para a sua primeira exposição na capital paulista, ele fica hospedado na casa de sua antiga paixão.

O diretor e o ator Irandhir Santos conversaram em exclusividade com o AdoroCinema sobre esta experiência, desde a criação do roteiro até as acusações de machismo ou de "não ser um filme pernambucano de verdade". Confira: 

Permanência é uma expansão do curta-metragem Décimo Segundo. Como foi a experiência de retomar os mesmos personagens?

Irandhir Santos: O curta foi importante por ramificar uma interação entre a Rita, o Leo e eu. Ali germinou a vontade de reviver a história, a partir daquela experiência. O longa fala muito de um passado que não está na tela, e isso é algo importante no filme. O Décimo Segundo serviu como uma memória, um ponto de partida. O Leo conseguiu dar um passo além, mas o curta foi um motor legal para as sensações do filme.

Leonardo Lacca: Existia esse questionamento: “Você é pernambucano, e vai fazer um filme em São Paulo?”. Minha resposta era que o personagem carregava Pernambuco nas costas. Quando a gente vai a algum lugar, revelamos quem somos de verdade. A situação em Pernambuco também mudou. Dez ou doze anos atrás, bastava ter um filme sobre cultura popular, com maracatu e frevo, para conseguir financiamento. Isso mudou. Hoje não é mais necessário, porque as pessoas começaram a enxergar o potencial narrativo (de outras obras). Além disso, existe mais dinheiro: é possível investir na cultura popular, e também nas histórias universais. Permanência poderia se passar em Londres, em Berlim…

Irandhir Santos: A gente deslocou a história para a cidade de São Paulo, e é interessante trazer um olhar de fora. Queríamos carregar Pernambuco no personagem, com as características e maneiras de falar, e também abordar o “ser de fora” em uma cidade efervescente e única como São Paulo, para que o Ivo se sentisse em uma atmosfera de isolamento sentimental. O fato de Ivo estar em uma cidade à qual não pertence traz mais foco para o sentimento. O Ivo finalmente teve que lidar com algo que vinha escondendo.

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