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Cinema · · 2 min de leitura ·

Entrevista: Jorge Furtado, diretor de Real Beleza, fala sobre o drama exibido no Cine Ceará 2015

Entrevista: Jorge Furtado, diretor de Real Beleza, fala sobre o drama exibido no Cine Ceará 2015




O cineasta comenta sua primeira experiência no drama, a noção de beleza presente no filme e a atual safra de comédias nacionais.

Depois de tantas comédias aclamadas, o diretor Jorge Furtado apresentou no Cine Ceará 2015 o seu primeiro drama: Real Beleza, estrelado por Vladimir Brichta, Adriana Esteves e Francisco Cuoco. Na trama, um fotógrafo parte ao sul do país em busca de uma nova modelo fotográfica, e acaba tendo um romance com a mãe da garota escolhida.

Furtado comentou essa guinada para o drama: "Eu tento fazer com que todos os filmes sejam diferentes do anterior", garante. E insistiu: "O artista deve fazer aquilo que não sabe". Bem-humorado, também brincou com a dificuldade de lançar dramas no circuito brasileiro, na época em que as comédias dominam o mercado. "Pensei em colocar no cartaz: 'Com os mesmos dubladores de Minions!'", já que Brichta e Esteves participam da animação americana.

Brincadeiras à parte, o diretor conversou em exclusividade com o AdoroCinema sobre esta experiência dramática, e sobre a ideia de "real beleza" presente no filme. De quebra, aproveitou para lançar uma forte crítica a algumas comédias recentes. Confira: 

A primeira cena de Real Beleza é surpreendente: o protagonista dá um forte tapa na cara de uma modelo. É um desafio para o espectador se identificar com ele depois dessa cena.

A carreira dele recomeça por causa disso. Ele era um fotógrafo de moda importante, rico, poderoso, e vai ter que recomeçar catando modelos no Rio Grande do Sul, porque se queimou em uma cena, quando estava mal e agrediu uma modelo. Ela, ao revidar, ainda destrói um quadro… A primeira cena é a queda dele, e a sequência é a reconstrução. Eu tentei fazer um filme em que as coisas não ditas fossem importantes. A gente não sabe o que eles estão pensando, e ficamos imaginando. Boa parte do roteiro é feita na cabeça do espectador.

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