Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: Gustavo Taretto apresenta Las Insoladas, comédia sobre as transformações dos anos 90

Exclusivo: Gustavo Taretto apresenta Las Insoladas, comédia sobre as transformações dos anos 90




"Eu queria fazer um filme original e singular", garante o diretor de Medianeras.

Em 2011, Gustavo Taretto surpreendeu o circuito de arte com a comédia agridoce Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual, adaptado de seu próprio curta-metragem. Agora, para o segundo longa, o cineasta expande mais um curta de sua autoria: Las Insoladas, história sobre seis amigas que tomam sol no terraço de um prédio, enquanto falam sobre as transformações em suas vidas e sobre os sonhos de viajar para outros países.

O AdoroCinema conversou em exclusividade com o diretor, que comparou estes dois retratos de Buenos Aires, além de comentar as transformações culturais dos anos 1990 e a presença das mulheres no cinema. Confira este bate-papo, e assista ao trailer de Las Insoladas, que estreia nesta quinta-feira:

Depois de Medianeras, você volta a falar sobre Buenos Aires de modo crítico. É uma relação de amor e ódio com a cidade.

Faço filmes para tentar entender a minha própria cidade e as pessoas que vivem nela. Eu me interesso não apenas pela arquitetura e pelo espaço, mas pelas pessoas. O terraço é um elemento que me agrada, porque funciona como uma ilha de concreto, com vista para toda a cidade. Você está na cidade, mas é como se não estivesse, é um lugar isolado. Muitos filmes mostram Buenos Aires como um lugar frenético, perigoso. Prefiro trocar a imagem clássica e endinheirada de Buenos Aires pelo retrato das mudanças, dos prédios antigos ao lado de outros muito novos.

Por que escolheu falar da época anterior à tecnologia digital, antes dos celulares e computadores portáteis?

Publicidade