Quentin Tarantino fala sobre racismo, Os 8 Odiados, Jennifer Lawrence, Transformers, Pânico e muito mais

O diretor concedeu uma longa entrevista à revista Vulture, e nenhum tema ficou de fora.
Quentin Tarantino não tem papas na língua. O diretor não costuma conceder longas entrevistas, mas quando o faz, fala tudo que passa pela cabeça: filmes que gosta e detesta, atores que gosta e detesta, política, tecnologia…
Recentemente, aproveitando o lançamento de Os 8 Odiados no fim do ano, ele teve uma ótima conversa com a revista Vulture (leia o texto na íntegra, em inglês). Abaixo, destacamos alguns momentos principais, em tradução nossa:
"Eu aprendi uma grande lição com o projeto Grindhouse, e vou tentar não repetir aquele erro. Robert Rodriguez e eu tínhamos nos acostumado a traçar nosso próprio caminho, nessas estradas diferentes, e o público nos acompanhava. Começamos a pensar que eles viriam para onde quer que fôssemos. Com Grindhouse, aprendemos que esse não é o caso. Valeu a pena fazê-lo, mas teria sido melhor se nós não tivéssemos sido pegos de surpresa com o desinteresse do público".
"Três Homens em Conflito não abordava os conflitos raciais da Guerra Civil, isso era apenas algo que estava acontecendo. Meu filme [Os 8 Odiados] fala sobre o país dividido pelos conflitos raciais, e as consequências seis, sete, oito, dez anos mais tarde. […] Finalmente, a questão da supremacia branca está sendo discutida e combatida. O filme é sobre isso".
"Não sou pessimista quanto às franquias. Elas existem desde que eu nasci. Você pode falar sobre Transformers agora, mas você podia falar sobre Planeta dos Macacos ou James Bond quando eu era criança – e eu mal posso esperar para assistir a esses filmes. Eu não sei porque Spielberg e Lucas reclamariam desses filmes. Eles nem têm que dirigir essas produções".
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