Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 3 min de leitura ·

Jessica Jones: Confira nossa crítica da primeira temporada

Jessica Jones: Confira nossa crítica da primeira temporada




Após o ótimo desempenho da primeira temporada de Demolidor (leia nossa crítica!), Marvel e Netflix agora contam com o desafio ainda maior de criar uma série de sucesso a partir de uma heroína não muito conhecida pelo público em geral. O AdoroCinema conferiu toda primeira temporada de Jessica Jones e pode garantir: as empresas conseguiram superar o desafio. Não só criaram uma história original e envolvente, como desenvolveram uma personagem complexa e muito interessante.

Passada no mesmo universo Marvel que abriga Os Vingadores, a produção em nada lembra as bem humoradas aventuras cinematográficas de Homem de Ferro, Thor, Capitão América e companhia. O tom aqui é o mesmo visto em Daredevil. Temos uma Nova York sombria e tomada pelo crime, com protagonistas traumatizados e vilões que sabem como explorar tais traumas. Embora a presença do bairro Hell's Kitchen seja menos importante que na série anterior, a nova produção mantém Nova York como um cenário propício ao crime e aos bandidos. Estão todos sob ameaça, sendo que esta não está somente na rua. A ameaça também está dentro de casa, no mesmo prédio ou através de corporações.

Jessica Jones vive e trabalha neste cenário. Trata-se de uma detetive particular que passa boa parte do tempo investigando adultérios e desaparecimentos. Traumatizada por uma situação passada, ela logo demonstra possuir uma força sobre-humana. A jovem tenta levar sua vida sem grandes emoções, mas logo terá que enfrentar alguns fantasmas do passado.

A série surge num momento interessante da TV americana, com muitas produções protagonizadas por mulheres fortes, como Supergirl, Blindspot e companhia. Por sinal, em Jessica Jones, com exceção de uma vizinha excessiva, todas as personagens femininas são independentes e tomam partido dos próprios caminhos, não precisando de um homem para lhe defender.

Após participações em Veronica Mars, Gilmore Girls e Breaking Bad, e de protagonizar a cancelada Don't Trust The B—- in Apartment 23, Krysten Ritter finalmente consegue emplacar um hit como protagonista. Ela interpreta uma personagem complexa e repleta de problemas, que se sai bem nas cenas de ação, mas também demonstra certa delicadeza.

O elenco conta ainda com as boas presenças de David Tennant, Rachael Taylor e Carrie-Anne Moss. Eterno Doutor de Doctor Who, Tennant surge como um vilão ameaçador, mas cativante. Ele vive Killgrave, que possui o poder de controlar mentes. E ele parece especialmente vidrado em uma pessoa: Jessica Jones. O ator realiza um trabalho extraordinário, com momentos de loucura e outros de sutileza. Poderia muito bem se transformar em um vilão onipotente e onipresente, mas a construção complexa do personagem acaba gerando um sujeito atormentado e que, em alguns momentos, parece até não desejar seu "dom".

Publicidade