Exclusivo: Pablo Trapero explica como transformou a sombria história real de O Clã em ficção

O diretor argentino também comentou a atual situação do cinema latino-americano.
Aos 44 anos de idade, o diretor argentino Pablo Trapero já tem uma filmografia invejável, que inclui produções premiadas como Do Outro Lado da Lei, Leonera, Abutres e Elefante Branco. Agora, ele apresenta seu novo filme, O Clã, baseado na história real da família Puccio, que sequestrou e assassinou diversas pessoas nos anos 1980.
O suspense obteve grande sucesso de público na Argentina, tornando-se a segunda maior bilheteria da história do cinema no país. Os críticos também aprovaram a produção, vencedora do Leão de Prata de melhor diretor no festival de Veneza – leia a nossa crítica.
O AdoroCinema conversou em exclusividade com Trapero, que comentou a responsabilidade de criar uma história baseada em fatos, e explicou a situação atual do cinema latino-americano.
Ao longo de sua carreira, você fez vários filmes de forte cunho social. O Clã é uma história verídica, mas de que forma você conseguiu abordar igualmente a questão da ditadura na Argentina?
Pablo Trapero: Esse filme era um desafio para mim, porque é o primeiro caso real em que trabalho. Eu queria que fosse muito próximo dos fatos: todos os nomes dos personagens, por exemplo, são verdadeiros, assim como as datas. Os lugares onde filmamos eram os mesmos onde a história se passou. Logicamente, O Clã é uma ficção, mas com elementos muito próximos da realidade.
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