Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de janeiro de 2020 · 2 min de leitura ·

Novo estudo pode ajudar a explicar processos da atividade vulcânica

Novo estudo pode ajudar a explicar processos da atividade vulcânica

O que você precisa saber

Nesta segunda-feira (27), a National Geographic publicou a história de uma das erupções da ilha vulcânica de Ambrym, situada em Vanuatu. O fenômeno que aconteceu em 2018 e fez sumir todos os lagos de lava da ilha, teve um estudo dedicado e continua sendo material de pesquisa para casos semelhantes.

Quem viu o episódio acontecer diante de seus próprios olhos foi Yves Moussallam, um vulcanologista da Universidade de Columbia, Estados Unidos, e seu grupo de pesquisadores. Segundo Moussallam, uma paisagem que antes era colorida, se tornou um ambiente cinza do dia para a noite. “Parecia que tudo estava em preto e branco”, contou.

A completa transformação do ambiente aconteceu após uma “erupção negativa”, de acordo com Clive Oppenheimer, outro vulcanologista, mas da Universidade de Cambridge. Em vez de uma erupção comum, com enormes quantidades de lava saindo pelo topo de montanhas, a erupção de Ambrym, em 2018, aconteceu, majoritariamente, abaixo do solo: uma quantidade de lava capaz de preencher 160 mil piscinas olímpicas se movimentou sob a terra.

Por mais que a lava tivesse dado as caras inicialmente, era possível sentir que algo ainda estava acontecendo. Na vila costeira de Pamal, a 13 km do local da erupção, estradas foram cortadas ao meio e casas foram tiradas do lugar por um material magmático que vinha debaixo da superfície.

Além disso, a movimentação incomum fez com que a lava quente surgisse a partir do fundo do Oceano Pacífico, gerando acúmulo do material subterrâneo e empurrando a costa para cima cerca de um metro e meio, fato que expôs uma vasta extensão de corais à luz solar, mortal para esses animais.

Esse tipo de erupção subterrânea não é incomum, mas tende a acontecer em locais onde as placas tectônicas estão se separando – e esse não é o caso de Ambrym. Vanuatu, o país cheio de ilhas no qual o evento aconteceu, se encontra na zona de colisão das placas tectônicas Pacífica e Indo-Australiana.

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