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Cinema · · 2 min de leitura ·

Exclusivo: Diretor de De Onde Eu Te Vejo revela já ter pagado para assistirem a filme seu

Exclusivo: Diretor de De Onde Eu Te Vejo revela já ter pagado para assistirem a filme seu




Um papo sincero com o cineasta Luiz Villaça e a atriz Denise Fraga que, casados há mais de duas décadas, estão em cataz com novo longa.

Qualquer semelhança com a realidade… é mera coincidência mesmo. De Onde Eu Te Vejo, projeto gestado há cinco anos pelo diretor Luiz Villaça e a atriz Denise Fraga, traz um casal de meia-idade que decide se separar, no mesmo momento em que a filha está de mudança para o interior, ingressando na faculdade. Não foi da própria experiência, portanto, que a dupla Fraga-Villaça, responsável por um dos casamentos mais longevos do meio artístico nacional –  com mais de 20 anos de união –, tirou a inspiração para fazer o filme que acaba de chegar aos cinemas brasileiros.

“Essa história é zero autobiográfica, mas ela tem tudo a ver com a minha geração. Não existe mais o tabu da separação”, observa o cineasta, de 50 anos, autor também do roteiro – coescrito com Leonardo Moreira e Rafael Gomes. “Como detectar a hora de se separar? E como transformar isso numa relação [de amizade]?”, a atriz complementa, quase que num jogral –  embora a redação do AdoroCinema tenha conversado separadamente por telefone com os dois.

Não é que Denise não tenha nada da sua Ana Lucia, que interpreta no longa: “ela é uma mulher que tem mania de querer novidades. E eu sou uma pessoa bastante inquieta”, confessa, complementando que, para ela, o mote do filme é (ou também pode ser): “a busca pela felicidade que vira quase um estresse, da pessoa louca para ser feliz”.

Assim é Ana. Depois de duas décadas de casamento, a arquiteta decide que falta alguma coisa. Ou sobra. Ela, então, decide “descartar” o marido, Fábio (papel de Domingos Montagner) que, por uma questão prática, se muda para o apartamento em frente ao dela. O jornalista simplesmente acata a decisão, sem, no entanto, se “desgarrar”. E os dois tentam manter um relacionamento minimamente cordial.  

O conflito central, que tinha tudo para ser um dramalhão daqueles, nas mãos do casal resulta em um relato leve e, ao mesmo tempo, tocante, de um público – ou situação – que não costuma se ver representado na cinematografia brasileira. Como avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola ou Piu-Piu sem Frajola (Luiz sem Denise?) é o drama sem comédia na história profissional desses dois.

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