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Cinema · · 3 min de leitura ·

Exclusivo: Visitamos as filmagens de Gostosas, Lindas e Sexies, o “Sex and the City de gordinhas”

Exclusivo: Visitamos as filmagens de Gostosas, Lindas e Sexies, o "Sex and the City de gordinhas"




Está chegando aos cinemas brasileiros uma nova comédia: Gostosas, Lindas e Sexies, projeto dirigido por Ernani Nunes. A referência assumida do projeto é a série de televisão Sex and the City: as quatro amigas dessa história também são bem-sucedidas, amantes da moda, e refletem sobre seus problemas profissionais e amorosos. Mas com uma diferença importante: todas elas estão acima do peso padrão.

"Eu concebi essa ideia há uns nove anos", explica o diretor. "A gente quebra o paradigma de que gordinhas são difíceis de vestir. Elas aparecem no filme super bem vestidas, muito chiques. Acho que as gordinhas vão querer saber onde podem comprar essas roupas! Dá até para abrir uma loja chamada GLS! Essa sigla é muito boa, não acha? Eu achei o assunto super bacana, e insisti durante anos numa série de televisão".

"Anos atrás, falei para o meu sócio, o produtor executivo Marcelo Braga, para a gente se focar no cinema, e depois se der certo, nos focamos na televisão. A gente vislumbra uma quadrilogia: começamos com GLS 1, narrado pela Beatriz, uma das nossas gordinhas. No GLS 2 começaria com a Marilu, e assim teríamos o ponto de vista de cada gordinha".

O AdoroCinema acompanhou um dos raros momentos com as quatro personagens reunidas em cena. Elas se encontram à beira da piscina, tomando champanhe enquanto discutem os problemas pessoais. O cenário foi uma mansão luxuosa na região do Morumbi, em São Paulo, onde mora uma das personagens. Num clima bastante descontraído, o diretor criou diversas versões para o diálogo entre as quatro amigas, durante uma tarde inteira. Um caminhão trazia dezenas (centenas?) de roupas à disposição da equipe, confirmando a importância dos figurinos e acessórios na composição das personagens.

Mariana Xavier (Minha Mãe é uma Peça) interpreta a divertida Marilu: "Em geral, existe o estereótipo da gordinha engraçada, e nós reclamamos disso. Quando vi que nesse filme tinham quatro personagens diferentes, fiz o teste para a Tânia, a mulher de baixa autoestima. Me pareceu interessante fazer alguém bem diferente do que eu fazia em I Love Paraisópolis. Depois me chamaram para fazer a leitura, e já queriam que eu fosse a Marilu. Fui um pouco resistente, mas o Ernani insistiu e me convenceu que eu deveria fazê-la. Decidi confiar nele!".

"O desafio foi criar uma personagem com características semelhantes às que eu já faço, mas com diferenças marcantes. O sotaque, por exemplo, é diferente, porque eu sou carioca, mas interpreto uma paulista. Quando o grupo se formou, a dinâmica deu muito certo. Ficamos muito amigas, criamos um grupo no What's App para afinar a intimidade entre nós, e a amizade fica nítida na tela".

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