Cine PE 2016: Com longa infantil e curta adulto, animação se destaca em noite que teve polêmica com ‘estupro de menor’

As Aventuras do Pequeno Colombo entrou para a competitiva do Cine PE na noite dessa quinta-feira destoando dos concorrentes. O longa é uma animação (!) infantil (!!), que vai disputar o troféu Calunga com títulos (até aqui) de temática complexa e/ou execução não-convencional, como Guerra do Paraguay e O Prefeito.
Direcionado ao público na faixa dos 6 aos 10 anos, o longa de Rodrigo Gava (Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo) mistura as “versões” jovens de Cristóvão Colombo, Leonardo Da Vinci e a Monalisa em uma mesma trama. Cris (Colombo) é um menino obcecado pela ideia de navegar. Preocupado com a situação financeira do pai, ele embarca em uma aventura em direção à terra virgem de "Hi Brasil". Com a ajuda dos amigos Leo (Da Vinci) e (Mona) Lisa, ele vai enfrentar o ambicioso Capitão Bonneville e um terrível monstro marinho, o Nautilus (que batizava o filme, originalmente) em uma aventura que envolve seres não humanos.
A fantasia sobre o encontro dos personagens “serve para a gente fazer uma brincadeira com os fatos históricos e apresentar um pouco da História para as crianças”, comentou o diretor, em conversa com a imprensa e o público na manhã desta sexta-feira. O mash-up, admitiu, tem influencias do sucesso O Código da Vinci. Em produção desde 2009 – com roteiro de Stil (Pedro Ernesto Stilpen), profissional com uma longa carreira na animação, desde os anos 1970 –, o texto do filme passou por cerca de 30 tratamentos.
“Quando a gente estava lá pela 27ª versão, contratamos o Ennio Torresan, brasileiro que trabalha na Dreamworks, como consultor, para que o filme tivesse um apelo mais internacional”, contou Gava. Como resultado, personagens foram cortados e o vilão (havia dois) foi fundido em um único papel.
Esteticamente, a produção é baseada em uma técnica de multiplanos – em que o plano da frente cobre o de trás –, com uma palheta de cores bem influenciada pelo visual de Como Treinar Seu Dragão (nas palavras do cineasta), entre outras referências.
Já a ilha de “Hi Brasil” é um território que faz parte da mitologia (para além do filme), representada em diferentes mapas entre os séculos XIV e XIX. “A gente vai descobrir no próximo filme se essa ilha fica ou não no Brasil”, adiantou Rodrigo. Sim, você leu direito. Apesar de ainda não ter data de lançamento definida, As Aventuras do Pequeno Colombo tem produção/ distribuição (Paris/ Downtown e Globo Filmes) garantida – ao contrário dos outros longas já exibidos no festival – e até roteiro para uma possível continuação.
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