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Cinema · · 3 min de leitura ·

Game of Thrones S06E07: O Homem Quebrado

Game of Thrones S06E07: O Homem Quebrado




ATENÇÃO: Contém SPOILERS sobre o episódio 6×07 de Game of Thrones, "The Broken Man".

Durante os seis primeiros episódios da atual temporada de Game of Thrones, a primeira cena ocorreu tradicionalmente na Muralha ou além dela, se não para enfatizar que a temporada é decididamente sobre os Stark, para sinalizar que as ameaças que estão ali escondidas continuam sendo reais. A cena de abertura do episódio sete, porém, manteve o ar de frieza em outro sentido. O início curto, rápido e sem rodeios foi direto para a revelação que fazia referência ao título do episódio. O “homem quebrado”, senhoras e senhoras, é Sandor Clegane, o Cão de Caça (Rory McCann).

Ian McShane já havia adiantado que o seu personagem traria de volta alguém muito querido, “que todos pensavam estar morto”, e por isso já se suspeitava, com um alto grau de certeza, que se tratava de Sandor. O Cão havia sido deixado para morrer por Brienne (Gwendoline Christie) e Arya (Maisie Williams) em sua última aparição, e agora ele retorna pelas mãos de Septão Meribald, personagem vivido brevemente por McShane. Apesar de um retorno bem arquitetado, com a frieza e o estranhamento da cena de abertura provocando uma saudável curiosidade mesmo naqueles que já suspeitavam do que iria acontecer, é uma pena que o episódio não tenha demonstrado nenhuma evolução do Clegane mais novo. Após o seu breve encontro com a fé, ele ser novamente motivado por vingança é mais um retrocesso ou uma estagnação de um personagem potencialmente muito mais complexo. Apesar do título de “homem quebrado”, o Sandor deste episódio não parece ser muito diferente do Cão de Caça que deixamos no final da quarta temporada. Uma pena, mas ainda há espaço para que ele seja trabalhado com mais delicadeza.

As grandes demonstrações de força do episódio, curiosamente, se encontram em polos opostos. De um lado, a pequena Lyanna Mormont (Bella Ramsey), que rapidamente conquistou o público com sua ferocidade, muito mais eficaz que qualquer ação de Tommen Baratheon (Dean-Charles Chapman), por exemplo. A naturalidade com que ela lida com a posição de poder intimida e ao mesmo tempo impressiona qualquer um. Mais uma das demonstrações de força do Norte e uma bela simbologia à essência de Game of Thrones: Os maiores líderes são mais uma vez aqueles que podem facilmente passar despercebidos.

Do outro lado, a experiente Lady Olenna Tyrell (Dianna Rigg) em Porto Real, em um discurso extremamente inspirado contra Cersei (Lena Headey), falando o que provavelmente muita gente gostaria de dizer. Se no episódio anterior não havia ficado claro, dessa vez é impossível não perceber que Margaery (Natalie Dormer) continua executando um grande plano para salvar o irmão e os Tyrell, e ela é a este ponto provavelmente, muito possivelmente, a jogadora que executa com maior destreza as suas ações no papel de Rainha. Em suas poucas incursões políticas no mundo de Westeros durante esta temporada, Game of Thrones deixou estabelecido que os Lannister têm pouca ou quase…

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