J.K. Rowling fala sobre críticas racistas à Hermione de peça teatral de Harry Potter

Desde o primeiro anúncio do elenco de "Harry Potter and the Cursed Child" — peça teatral que continuará a história depois do epílogo de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 — em dezembro do ano passado, muitas pessoas se revoltaram com o fato de que a atriz que viverá a Hermione adulta, Noma Dumezweni, é negra.
Na semana passada, quando finalmente foram divulgadas as caracterizações das famílias Potter, Granger-Weasley e Malfoy, algumas pessoas voltaram a questionar a cor da pele da personagem.
A criadora da saga Harry Potter, J.K. Rowling, defendeu desde o início a escalação de Noma Dumezweni, reiterando que, nos livros, a cor de pele da heroína nunca foi descrita — somente seus olhos castanhos, cabelos crespos e inteligência. Agora, a autora revelou sua frustração pela reação de "um monte de racistas" em relação à Hermione:
"Com minha experiência em mídias sociais, eu imaginei que idiotas seriam idiotas. Mas o que você pode dizer? Esse é o jeito que o mundo é. Noma foi escolhida porque ela foi a melhor atriz para o trabalho", disse em entrevista ao the Observer. Para quem não sabe, Dumezweni é ganhadora do Oscar Award, um dos maiores prêmios do teatro britânico.
Rowling ainda completou: "Um monte de racistas me disseram que como Hermione 'virou branca' – isso quer dizer, perdeu a cor do seu rosto depois de um choque – ela tem que ser uma mulher branca, [afirmação] com a qual tenho muita dificuldade. Mas eu decidi não ficar muito agitada em relação a isso e afirmar com bastante firmeza que Hermione pode ser uma mulher negra com minha benção absoluta e entusiasmo." Em janeiro, Emma Watson, que viveu Hermione nos cinemas, também já havia se pronunciado a favor de Dumezweni no papel.
Focando agora no filho de Harry, Alvo Severo (Sam Clemmett), que tem que lidar com o legado de sua família, "Harry Potter and the Cursed Child" (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, em tradução livre) chegará aos palcos londrinhos no dia 30 de julho. Escrita por Rowling, em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, a obra promete fazer todo mundo chorar.
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