HQ – Edição Especial: Nova série da HBO mostra “até onde você consegue ir com um lápis e uma folha em branco” (Exclusivo)

O AdoroCinema já assistiu a um episódio da série, consagrado ao cartunista Angeli.
Boa notícia aos fãs de histórias em quadrinhos: a HBO lança, a partir do dia 14 de julho, a série HQ – Edição Especial, que retrata a evolução dos quadrinhos no Brasil, entrevistando os principais artistas do gênero, como Maurício de Sousa, Glauco, Laerte, Ziraldo…
O AdoroCinema foi convidado pela HBO Brasil a assistir em pré-estreia a um dos capítulos da série. Mais especificamente, nós vimos o episódio 4, porque os três primeiros eram "mais históricos e cronológicos", de acordo com os produtores da emissora. O tema do quarto capítulo é Angeli, conhecido pelos personagens subversivos como Rê Bordosa, Wood & Stock, Walter Ego, Os Skrotinhos e Bob Cuspe.
A boa surpresa da série é sua abordagem pop e divertida. HQ – Edição Especial tem montagem ágil, trilha sonora jovem e uma concepção moderna de cenários e iluminação. A série também não tem papas na língua: com seu estilo ousado, Angeli fala abertamente sobre o vício em drogas, a representação do sexo e a progressiva perda de memória que compromete seu trabalho.
Através dos relatos de Angeli, sua assistente e seu editor, a série consegue retratar a evolução do desenho e da liberdade de expressão no país, tocando nos temas da ditadura, da reabertura política e da falência da mídia impressa. Acima de tudo, mostra "até onde você consegue chegar com um lápis e uma folha em branco", nas palavras do cartunistas. Tudo isso de maneira descontraída e com algumas frases ótimas de Angeli.
Comentando o caráter erótico de suas tiras, por exemplo, ele afirma: "Minha ideia era que o mundo ficasse de pau duro". Sobre outros cartunistas, critica aqueles que nunca abandonam os mesmos personagens e fazem modificações em suas características principais para agradar ao mercado: "Tive o medo de virar um Maurício de Sousa", disse, em referência à versão adulta da Turma da Mônica. "Isso não é arte, é comércio", alfineta.
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