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Cinema · · 3 min de leitura ·

Quando as Luzes se Apagam: Maria Bello fala sobre terror, realismo e feminismo no cinema (Exclusivo)

Quando as Luzes se Apagam: Maria Bello fala sobre terror, realismo e feminismo no cinema (Exclusivo)




Está chegando aos cinemas um novo filme de terror produzido por James Wan (Invocação do Mal, Sobrenatural)! Quando as Luzes se Apagam apresenta uma família aterrorizada pela figura de uma mulher que só aparece no escuro. Mas de onde vem esta criatura? Como combatê-la?

O AdoroCinema viajou até Los Angeles, a convite da Warner Bros. Brasil, e conversou com todo o elenco sobre a produção. Abaixo, você descobre nossa conversa exclusiva com a talentosa Maria Bello, que interpreta uma mãe à beira do colapso, por causa da relação muito particular que possui com a criatura maligna em sua casa. A atriz teve uma de suas primeiras experiências em filmes de terror. Para a nossa surpresa, ela nem mesmo é fã do gênero!

Descubra o que Bello tem a dizer sobre terror, realismo no cinema de gênero e feminismo em Hollywood:

Maria Bello: Eu não gosto particularmente do gênero e acho que o último que vi foi O Exorcista, quando era pequena. Fiquei muito assustada com aquela cabeça girando, com o vômito e, desde então, não vi muitos filmes de terror. O meu filho gosta bastante, ele tem 15 anos. Eu entendo porque a maioria das pessoas gosta de filmes de terror. Nós vivemos nossas vidas seguindo uma linha reta, com alguns altos e baixos e nós somos atraídos pelos filmes de terror. É quase como se você estivesse chapado, especialmente quando você vê o filme no cinema junto com um monte de gente que está sentindo as mesmas emoções que você. Acho que é por isso que as pessoas gostam tanto, especialmente os jovens. 

Tirando a parte do terror, você percebe que esse é um bom filme de drama, sobre uma família lidando com doenças mentais. Os personagens são muito bem desenhados e as relações entre eles tornam o filme um estudo de personagens muito interessante.

Maria Bello: Queríamos manter tudo o mais realista possível. Sophie é uma mulher em depressão, ela está sem os medicamentos, está à beira de um colapso esquizofrênico e não entende tudo o que está acontecendo. Adoro as interações dela com a personagem de Teresa. Logo nas primeiras cenas com as duas, você compreende o passado das personagens e consegue entender porque Rebecca quer ficar sozinha, sem se aproximar de ninguém, sem tomar conta de ninguém. Ela passou a vida inteira cuidando da mãe, e cresceu num ambiente difícil. Para mim, interpretar esse tipo de relação de uma maneira realista, nada exagerada, foi muito importante.

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