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Cinema · · 2 min de leitura ·

Funcionário do Mês: Diretor não se surpreende com o recorde de bilheteria histórico da comédia italiana (Exclusivo)

Funcionário do Mês: Diretor não se surpreende com o recorde de bilheteria histórico da comédia italiana (Exclusivo)




Gennaro Nunziante fala sobre o que cerca a história do funcionário público que faz de tudo para manter o cargo. Da força da sátira à reflexão crítica da inteligente comédia.

Desde a imigração europeia para o país, nos séculos 19 e 20, cresceram as semelhanças e a identificação entre Brasil e Itália. Esses laços estreitos se refletem na culinária, nos costumes e, já se pode dizer, no gosto cinematográfico do público. Assim como as comédias se destacam no cinema nacional, o diretor Gennaro Nunziante e o comediante Checco Zalone se reuniram pela quarta vez para tornar Funcionário do Mês o maior sucesso de todos os tempos na Itália.

"Sinceramente, não nos surpreendeu. Sabíamos que o filme tinha grande potencial. E não por presunção, mas porque tínhamos feito um bom trabalho", disse o cineasta, em entrevista exclusiva ao AdoroCinema via e-mail. Gennaro Nunziante é conciso, objetivo. Não foge a pergunta alguma, e fala sobre sucesso, a mescla de comédia com uma boa dose de reflexão, crítica e muito mais, do poder da sátira e o momento do cinema italiano à própria existência.

O sucesso de Funcionário do Mês na Itália, aliás, tem tudo para se repetir no Brasil. Em meio a boas piadas, de chorar de rir, enxergamos a realidade brasileira: de um lado, um homem que venera as facilidades e a segurança do funcionalismo público, e fará de tudo para manter seu emprego seguro; de outro, um governo que trata pessoas como estatística, elemento dispensável frente aos números.

"Temos uma maravilhosa tradição de comédia italiana que nos ensinou a conciliar profundidade e agilidade, buscando um equilíbrio que me parece sempre muito difícil de realizar."

"Eu enxergo toda a humanidade melhor do que eu. Então, eu e Luca [nome real de Checco Zalone] tentamos contar as nossas hipocrisias. Somos sempre nós os sujeitos dos nossos filmes. Somos nós que, em alguns momentos, somos estúpidos burocratas ou sonhadores da segurança de um cargo público. O dedo está sempre apontado para nós mesmos."

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