Festival de Toronto 2016: Diretor do novo Bruxa de Blair fala sobre desafios da sequência, marketing secreto e rasga o verbo sobre o segundo filme

De acordo com Adam Wingard, “A maioria das pessoas nem sabe que o segundo filme existe”.
A Bruxa de Blair reinventou o estilo found footage no terror – aquele tipo de câmera falsamente documental, que simula o ponto de vista do personagem, como se fosse ele o responsável por captar as imagens. Que atire o primeiro graveto quem, no fundo, no fundo, não cogitou que as imagens do filme de 1999 não pudessem, assim, talvez, quem sabe?, terem de fato sido captadas por pessoas reais que investigavam a lenda da tal bruxa. E a equipe responsável pelo marketing soube muito bem explorar essa sua dúvida.
Além de convincente (pelo menos, até então), trata-se de uma técnica extremamente barata. The Blair Witch Project (no original) foi feito com aproximadamente US$ 22 mil e arrecadou mais de US$ 240 milhões. Rapidamente, o longa se tornou uma das produções mais lucrativas da história do cinema – e, claro, “inspirou” um sem número de filmes no formato.
Corta para 2016. Um dos anúncios menos aguardados da última San Diego Comic-Con era "The Woods". Quem ia trocar uma sessão de autógrafo com o novo Flash por uma obra da qual ninguém nunca tinha ouvido falar? Até que… pegadinha da Lionsgate! A produção em questão, se tratava de Bruxa de Blair (sem o “A”), no qual, vinte anos depois do desaparecimento de Heather (Heather Donahue), o irmão dela, James (James Allen McCune) junta um grupo de amigos para seguir no encalço da garota.
No Toronto International Film Festival (TIFF), o diretor da sequência direta do primeiro filme, o jovem Adam Wingard (V/H/S), de 33 anos, conversou sobre tudo isso com o AdoroCInema. E antes que você pergunte “Hey, mas vocês não estão se esquecendo de nada?”, ele mesmo adianta: “A maioria das pessoas nem sabe que o segundo filme [A Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras, de 2000] existe”.
Adam Wingard: Sim, claro. Não da franquia exatamente, mas eu sou fã do primeiro filme, que foi um verdadeiro marco para a minha criação como cinéfilo. O processo de fazer um filme como aquele com um orçamento tão baixo foi algo que me inspirou. Três filmes me deram a confiança de que eu precisava para acreditar que poderia me tornar um diretor: A Bruxa de Blair, O Mariachi e Pi, dirigido pelo Darren Aronofsky.
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