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Cinema · · 2 min de leitura ·

Opinião: Pequeno Segredo tem “cara de Oscar”?

Opinião: Pequeno Segredo tem “cara de Oscar”?




Na treta Aquarius Vs. Pequeno Segredo na real disputa pela indicação do título brasileiro merecedor de representar o país na concorrida corrida por uma vaga no Oscar de filme estrangeiro, o segundo se deu melhor. O argumento de Luiz Alberto Rodrigues, membro da comissão responsável pela escolha que fez o anúncio, foi o de que a decisão se baseou naquele que “teria maior potencial para seduzir o júri da Academia”.

Logo a imprensa trocou em miúdos e traduziu a frase como “aquele com ‘cara de Oscar’” – e, convenhamos, era disso mesmo que se tratava a alegação. Primeiramente, é preciso definir o que a expressão pode significar.

Embora não seja uma questão matemática, é possível, sim, traçar um perfil do que agrada a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Um drama de personagem, baseado em fatos reais, que traga uma história de superação, com uma mensagem edificante, embalado com um bom acabamento técnico… é um bom ponto de partida.

Com qualidade artística variada, é disso que se trata Joy – O Nome do Sucesso, Trumbo: Lista Negra, O Jogo da Imitação, A Teoria de Tudo, Livre, Selma: Uma Luta Pela Igualdade, Philomena, O Impossível , só para ficar em (poucos) exemplos dos últimos cinco anos.

Exibido no último Festival de Toronto, Lion (crítica aqui) segue a mesma linha e vem sendo apontado pela imprensa especializada como a grande chance do ano dos irmãos Weinstein – eles mesmo, produtores conhecidos pela fama de caça-Oscar – na próxima edição da premiação.

E, sim, finalmente revelado à imprensa – na exibição do filme, os celulares dos jornalistas tiveram que ser lacrados e guardados, prática rara para alguns casos de grandes lançamentos de blockbusters internacionais, inédita entre os nacionais – Pequeno Segredo veste a mesma roupagem (crítica aqui).

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