Festival do Rio 2016: Martha Nowill, Maria Manoella e Charly Braun falam sobre o surpreendente Vermelho Russo

O pseudoreality sobre duas atrizes e suas experiências na Rússia e com Stanislavski é muito bem-sucedido, e tem boas chances de ganhar um Trófeu Redentor.
A Première Brasil do Festival do Rio 2016 começou com o pé direito. Num ano em que a competição é tida por muitos como de descoberta, conhecemos uma boa surpresa logo na abertura: Vermelho Russo, de Charly Braun. E Martha Nowill.
Isso porque, diferentemente da motivação de seu longa-metragem anterior — Além da Estrada, projeto pessoal ambientado no país em que passava as férias na infância: o Uruguai de sua família paterna —, o diretor foi à Rússia rodar um filme baseado no diário da atriz (e sua corroteirista).
"Charly leu e disse: 'Eu quero fazer um filme sobre o seu diário'. Eu achei maravilhoso!", disse Martha, logo após o debate do longa-metragem, exibido no Odeon, na Cinelândia. Segundo ela, foi "engraçado" acumular o trabalho de atriz e roteirista. Em outras palavras, foi difícil mesmo.
"Às vezes eu me pegava defendendo a minha personagem no roteiro. Eu dizia: 'Não, não podemos cortar essa cena', mas muito porque eu queria fazer a cena como atriz. Aí o Charly vinha e dizia que aquela cena era dispensável. Então, eu me peguei tendo que me distanciar da atriz pra enxergar o roteiro com clareza", disse Martha.
Durante o bate-papo exclusivo com o AdoroCinema, Charly Braun admitiu que ter de exercer sua hierarquia como diretor foi o lado ruim de trabalhar em colaboração com a sua protagonista. Mas também houve a contrapartida: "O lado bom é você ter sempre alguém te ajudando em questões de roteiro, o tempo todo."
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