Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de maio de 2020 · 2 min de leitura ·

Cientistas criam programa poderoso que aprimora detecção de galáxias

Cientistas criam programa poderoso que aprimora detecção de galáxias

O que você precisa saber

Pesquisadores da Universidade da Califórnia Santa Cruz (UCSC) desenvolveram um poderoso programa de computador capaz de analisar dados detalhados de imagens astronômicas e ajudar cientistas a identificar e classificar galáxias e estrelas em grandes conjuntos de informações.

Batizado de Morpheus, a ferramenta corresponde a uma estrutura de deep learning (aprendizado profundo) e combina uma série de tecnologias de inteligência artificial desenvolvidas para diferentes aplicações, como reconhecimento de fala e imagens. Segundo os cientistas, o recurso permite detectar e fazer a classificação morfológica de objetos astronômicos em um nível de granularidade sem precedentes.

Outras soluções já usam tecnologia de deep learning para classificar galáxias, mas esses programas normalmente exigem que os pesquisadores observem a existência de um objeto para, na sequência, alimentar o algoritmo com novas imagens para identificar a galáxia correspondente. Já o modelo dos cientistas da UCSC usa como recurso os dados de imagens originais, e é capaz de identificar diferentes elementos de uma mesma galáxias.

Classificação morfológica do Morpheus para região captada na imagem do Hubble Legacy Fields (Foto: Ryan Hausen/Phys.org)

“O Morpheus descobre as galáxias para você e faz [essa análise] pixel por pixel. Ele pode lidar com imagens muito complicadas: você pode ter uma [estrutura] esferoidal ao lado de um disco, por exemplo. Para um disco com um objeto central, [o programa] classifica esse objeto separadamente.”, disse Brant Robertson, professor de astronomia e astrofísica da UCSC e um dos criadores do programa, ao Phys.org.

Para treinar o algoritmo de deep learning, os pesquisadores usaram informações de um estudo de 2015, no qual um grupo de astrônomos classificou cerca de 10 mil galáxias com a ajuda de dados do telescópio Hubble. Eles então aplicaram o Morpheus aos dados da imagem do Hubble Legacy Fields, uma figura que retrata dezenas de milhares de galáxias observadas durante vários anos.

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