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Cinema · · 3 min de leitura ·

Westworld: Desvendando aquela revelação do final do sétimo episódio

Westworld: Desvendando aquela revelação do final do sétimo episódio




Se você estiver à bordo das intermináveis teorias de Westworld, a revelação do final do episódio 7, "Trompe L'Oeil", não foi lá tão surpreendente assim – apesar de, sem sombra de dúvidas, ser um momento brilhante para a série. Mas, se você não é muito familiar às especulações dos fãs em fóruns virtuais, chegou a hora de mergulhar de cabeça neste mundo de possibilidades e tentar responder à pergunta: o que a revelação de Bernard significa para o futuro da temporada?

A ideia de Bernard ser um anfitrião vinha sendo especulada desde o segundo episódio – quando os fãs perceberam que até mesmo os logotipos são detalhes importantes no entendimento da história –, e a sugestão vinha forte de que alguém que se passava por humano seria, na verdade, um robô. É importante destacar que a edição foi essencial para esconder a informação ou despistar o maior número de pessoas da hipótese, trunfo que também havia sido bem utilizado por Jonathan Nolan em O Grande Truque. No terceiro episódio da temporada, a teoria é inicialmente descartada quando surge uma cena de Bernard conversando com sua (ex?) esposa, interpretada por Gina Torres, em uma espécie de Skype futurista. Os dois falam sobre o filho, já falecido, e esta parece ser a justificativa para estabelecermos Bernard como um humano de fato. Posteriormente, a morte de Charlie parece ser o ponto fixo da história de Bernard, uma vez que é mencionado por Ford em todos os episódios subsequentes. Mas este momento com a esposa aconteceu de verdade ou era somente um "histórico" inserido na psique do anfitrião?

A teoria sugere ainda mais: que Bernard não seja um anfitrião qualquer, e sim uma versão que Ford construiu a partir do co-criador do parque. Isso mesmo: Bernard seria, segundo as especulações, uma cópia de Arnold.

Como destaca uma detalhada matéria da Vanity Fair, no mesmo episódio que Bernard aparece conversando com sua esposa no serviço de comunicação futurista, Ford dá um histórico (ou "back story") a Teddy, acrescentando o vilão Wyatt à história. Como em Westworld nada deve ser analisado de forma isolada, muitos sugeriam que os dois eventos teriam uma possível relação: assim como Wyatt é o histórico de Teddy, a morte de Charlie seria o histórico de Bernard, espelhado na história verdadeira de Arnold. Além disso, une-se ainda uma questão de lógica. No episódio piloto, é dito que a medicina evoluiu muito nos últimos anos e que praticamente não há doenças no mundo real; o fato de o pequeno Charlie ter adoecido, então, acaba sendo um tanto anacrônico… a não ser que tenha acontecido cerca de 35 anos antes.

Um segundo fator que corrobora a hipótese é o próprio desconhecimento de Bernard da história de Arnold. Quando Ford conta a ele a respeito do co-criador do parque, fica subentendido que o misterioso personagem era uma pessoa sobre quem Ford guardava segredo. Mas, nos episódios seguintes, Arnold é mencionado à exaustão por Theresa, Elsie, pelo Homem de Preto e até pelos funcionários de menor escalão no parque….

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