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Cinema · · 2 min de leitura ·

Black Mirror: Diretor de “San Junipero” fala sobre o final agridoce e representação LGBT

Black Mirror: Diretor de "San Junipero" fala sobre o final agridoce e representação LGBT




Não é sempre que Black Mirror tem um final feliz. Na verdade, apenas um episódio quebra este padrão: "San Junipero".

Sensação imediata nas redes sociais e elogiado pela crítica, o episódio 4 da terceira temporada da série de Charlie Brooker se destaca justamente por não ter um fim catastroficamente depressivo. Ambientado na década de 1980, narra um romance em uma cidade californiana protagonizado por Kelly (Gugu Mbatha-Raw) e Yorkie (Mackenzie Davis), que atravessa o tempo e utiliza os avanços tecnologicos para, enfim, contar uma história que soa esperançosa sob um determinado ângulo.

Para o diretor Owen Harris, que comandou não apenas este mas também "Be Right Back", primeiro da segunda temporada, a desconfiança do público frente a um final alegre é totalmente compreensível. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele comentou:

"O que é legal sobre Black Mirror é que no final, eles sempre subvertem tudo de uma forma. Eles sempre te dão um olhar um pouquinho diferente a respeito de tudo. Mesmo quando você tem essa sensação animadora, otimista, por baixo da superfície sempre há uma outra visão à espreita, em termos de decisões que existem para ser tomadas. E [San Junipero] levanta as perguntas: O que você faria? Você escolheria San Junipero? Ele funciona em diferentes níveis."

O que significa que, mesmo com um final otimista, "San Junipero" guarda algumas reflexões, e pode sim ser pensado sob uma perspectiva diferente:

"Acho que é agridoce — mais doce que azedo. Mas no final, nós aprendemos muito sobre Kelly e as decisões que ela precisou tomar, e o fato de ela ter perdido a filha e o marido e agora ela passar a eternidade com Yorkie. Há alguma coisa interessante em termos de escolha e a ideia de: Você iria para lá se outras pessoas que você ama não pudessem ir com você? Por um lado, é uma sensação boa, e então se você quiser se fazer estas perguntas, também pode."

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