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Cinema · · 2 min de leitura ·

Almodóvar minimiza controvérsia envolvendo cena de estupro em Último Tango em Paris: “Sem importância”

Almodóvar minimiza controvérsia envolvendo cena de estupro em Último Tango em Paris: "Sem importância"




Pedro Álmodóvar saiu em defesa do diretor italiano Bernardo Bertolucci, alvo de críticas por ter conspirado ao lado do ator Marlon Brando para humilhar a atriz Maria Schneider durante uma cena de estupro do polêmico drama erótico Último Tango em Paris (1972).

Há alguns dias, uma entrevista concedida por Bertolucci em 2013 ganhou as manchetes após o cineasta comentar os bastidores da gravação da controversa cena em que o personagem de Brando estupra a personagem de Schneider. Na cena, o ator passa manteiga em partes íntimas da atriz. À época de seu lançamento, o filme foi censurado em diversos países do mundo por conta de trechos como o citado.

"A sequência da manteiga foi uma ideia que tive com Marlon na manhã da gravação, mas agi de maneira terrível com Maria, pois não a deixei a par do que aconteceria. Queria sua reação como menina, não como atriz. Queria sua reação àquela humilhação, seus gritos 'não, não!'. Ela ficou com ódio de mim e de Marlon porque não contamos do detalhe do uso da manteiga como lubrificante", disse o diretor italiano na ocasião na entrevista de 2013

O fato gerou uma onda de manifestações contrárias ao diretor vindas de redes sociais e reforçada por nomes de peso de Hollywood. Entretanto, Almodóvar acha que a discórdia causada pela repercussão das falas de Bertolucci se deu por conta do que ele chamou de "sensacionalismo" da imprensa.

Durante uma conversa com jornalistas em Breslávia, na Polônia, onde foi realizada a cerimônia dos Prémios do Cinema Europeu, o espanhol disse que o que pesa contra Bertolucci "são acusações que tanto tempo depois já não têm importância". 

O diretor responsável por clássicos vencedores do Oscar como Fale Com Ela e Tudo Sobre Minha Mãe, disse que nunca faria um ator fazer algo que ele não quer em um de seus filmes ("Eu nunca colocaria um intérprete em risco, nem psíquico nem físico"), mas afirmou acreditar que o roteiro de Último Tango em Paris "era bem conhecido e estava pactuado". 

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