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Cinema · · 2 min de leitura ·

Michael Fassbender comenta o processo de adaptação de Assassin´s Creed: “Existe sempre um elemento de respeito e de desrespeito” (Exclusivo)

Michael Fassbender comenta o processo de adaptação de Assassin´s Creed: “Existe sempre um elemento de respeito e de desrespeito” (Exclusivo)




“Se você se preocupar com o que as pessoas vão pensar, ficará de mãos atadas”, ensina.

Assassin´s Creed, o game, é protagonizado por Desmond Miles, um barman “comum”; Assassin´s Creed, o filme, tem Callum Lynch (Michael Fassbender), um condenado à morte, como personagem principal. Enquanto o jogo tem início na época das Cruzadas (entre os séculos XI e XIII), a adaptação cinematográfica toma a Inquisição Espanhola (XV) como pano de fundo inicial. E por aí vai.

“Sabe, se você se preocupar com o que as pessoas vão pensar, nunca fará escolhas, ficará de mãos atadas”, ensina o ator – e também produtor da adaptação para os cinemas – Michael Fassbender, ao lado do diretor Justin Kurzel, quando perguntado pelo AdoroCinema se não teria algum receio em decepcionar a enorme base de fãs do videogame.  

“Sempre acho que quando você lida com um material como esse, que possui uma comunidade de fãs muito apaixonada e muito ativa, existe sempre um elemento de respeito e de desrespeito, porque você quer trazer coisas novas. Quer provocá-los e desafiá-los também”, garante.

O que não quer dizer – e ele assume – que esteja se lixando para os apreciadores da obra original. “Se você fizer um filme sobre futebol, você desejará que a comunidade do futebol abrace o filme antes de mais nada. Mas você não pode ser prejudicado por isso. Seria uma bagunça tentar ouvir todo mundo, porque todo mundo tem uma opinião”, adapta a metáfora ao entrevistador brasileiro.

Mesmo com todas as diferenças, o intérprete deixa aberta a possibilidade para que elementos tradicionais do videogame que ficaram de fora desta vez possam ser incorporados em possíveis sequências do longa. “Mas, para este filme, queríamos algo original”, insiste.

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