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Cinema · · 2 min de leitura ·

A Qualquer Custo: Chris Pine e Ben Foster revelam os bastidores do filme indicado a quatro Oscar (Entrevista exclusiva)

A Qualquer Custo: Chris Pine e Ben Foster revelam os bastidores do filme indicado a quatro Oscar (Entrevista exclusiva)




Festival de Cannes, maio de 2016. Em meio ao burburinho em torno da sempre badalada mostra competitiva, despontava na Un Certain Regard um certo Hell or High Water. Por mais que tenha saído sem prêmios da Croisette, o impacto deste faroeste moderno ganhou força nos meses seguintes, ao ponto de lhe render quatro indicações ao Oscar: filme, ator coadjuvante (Jeff Bridges), roteiro original e edição. Confira nossa crítica!

Durante o evento, o AdoroCinema teve a oportunidade de entrevistar os protagonistas Chris Pine e Ben Foster. Ambos falaram sobre a visão pessimista dos Estados Unidos apresentada pelo filme, o jeito texano de ser e, é claro, como definiram o sotaque ouvido em cena.

Vale lembrar que A Qualquer Custo chegará aos cinemas brasileiros já na próxima quinta, 2 de fevereiro.

Questionados sobre a visão pessimista sobre os Estados Unidos trazida por A Qualquer Custo, ambos se mostraram temerosos sobre o futuro. "São tempos assustadores", afirmou Foster. "Tempos de Trump", complementou Pine, meses antes da eleição do bilionário como presidente dos Estados Unidos.

"É assustador o que está acontecendo em relação aos bancos e aos juros que estão acabando com o sonho da casa própria, de ter um abrigo. Os bancos prendem as pessoas durante toda a vida delas, não permitem que elas saiam desse ciclo", afirmou Foster, permitindo uma triste analogia com o que acontece também no Brasil. "É um sistema insustentável que está arruinando comunidades. É isso que o filme mostra e os Estados Unidos têm uma longa história de tomar as coisas que não lhes pertencem."

Diante desta situação, o ator demonstra uma certa compreensão dos atos promovidos pelos protagonistas, que decidem assaltar agências do banco que está lhes cobrando juros e mais juros devido à hipoteca da fazenda da família. "Por outro lado, o filme também apresenta um caminho para as pessoas que desejam encontrar sua própria forma de justiça. Então, não acho que esta seja uma investigação pessimista do lugar em que os EUA estão no momento. Espero que não seja."

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