Meryl Streep responde a Donald Trump: “Eu sou a mais superestimada, super condecorada e super censurada”

Depois de criticar Donald Trump em seu discurso no Globo de Ouro, Meryl Streep foi repreendida pelo presidente dos Estados Unidos, que chamou Streep de "uma das atrizes mais superestimadas de Hollywood" no Twitter. Agora, a premiada no Oscar três vezes aproveitou seu direito à tréplica.
No último sábado (11), no jantar para arrecadar fundos para o Human Rights Campaign, organização de defesa dos direitos LGBTQ nos Estados Unidos, Streep recebeu o prêmio Ally for Equality Award (Aliado pela Igualdade) subiu ao palco e colocou alguns pontos nos i's.
"Se você acha que as pessoas ficaram irritadas quando acharam que o governo queria tirar suas armas, espere até que ele venha e tente levar sua felicidade", disse a atriz, sendo aplaudida de pé por cerca de dois minutos. "Não vamos voltar aos velhos tempos ruins de ignorância e opressão e de esconder quem somos. Devemos isso às pessoas que morreram por nossos direitos, e que morreram antes mesmo de conseguirem seus próprios [direitos]", afirmou Streep, com olhos marejados.
Então, continuou, respondendo diretamente à Trump: "Eu sou a atriz mais superestimada, super condecorada e, atualmente, super censurada… da minha geração, e que gosta de futebol americano. Mas foi por isso que me convidaram para falar aqui, certo?"
Ela também falou sobre os benefícios que o governo Trump pode ter trazido à sociedade americana: "Se sobrevivermos a esse momento precário. Se o instinto catastrófico de retaliar não nos levar ao inverno nuclear, teremos muito a agradecer ao nosso atual líder. Ele nos despertará sobre como a liberdade é frágil".
A atriz finalizou seu discurso com uma mensagem para àqueles que estão descontentes com a eleição de Trump: "Temos o direito de viver nossas vidas, com Deus ou sem, como preferirmos. Há uma proibição contra o estabelecimento de uma religião estatal em nossa constituição, e temos o direito de escolher com quem vivemos, quem nós amamos, e quem e o que interfere com nossos corpos. Como americanos, homens, mulheres, pessoas, gay, heterossexuais, LGBTQ. Todos nós temos o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade".
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