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Cinema · · 2 min de leitura ·

Festival de Berlim 2017: Cineastas criticam governo Temer e pedem diálogo em manifesto

Festival de Berlim 2017: Cineastas criticam governo Temer e pedem diálogo em manifesto




"O audiovisual brasileiro, especialmente o autoral, corre o risco de acabar", diz o texto.

O ano de 2017 começou com uma marca importante para o cinema brasileiro. Neste ano, as produções nacionais terão presença recorde em festivais de cinema internacionais de prestígio como as mostras de Sundance, Roterdã e Berlim.

Em nome da vitalidade da produção audiovisual no país e da manutenção de políticas de incentivo voltadas para o setor, cineastas brasileiros que estão na capital da Alemanha para exibir seus filmes no Festival Internacional de Cinema de Berlim leram um manifesto crítico ao governo do presidente Michel Temer e a favor das políticas públicas consolidadas por governos anteriores, como as gestões de Dilma Rousseff e Lula.

"Estamos vivendo uma grave crise democrática no Brasil. Em quase um ano desse governo, os direitos de educação, saúde e trabalhistas foram duramente atingidos. Junto com todos os outros setores, o audiovisual brasileiro, especialmente o autoral, corre o risco de acabar", diz o texto, que foi lido na Embaixada do Brasil na Alemanha durante o tradicional coquetel realizado anualmente para diretores brasileiros.

O texto foi assinado por cineastas como Daniela Thomas, Laís Bodanzky, Julia Murat, Cristiane Oliveira e Felipe Bragança. Ao todo, 12 filmes nacionais representam o Brasil na Berlinale em 2017, incluindo o drama biográfico Joaquim, de Marcelo Gomes, na Competição Oficial e filmes como Vazante, Como Nossos Pais, A Mulher do Pai e Não Devore Meu Coração.

"Nos últimos anos, a Ancine tem direcionado suas diretrizes, conservando com atenção os muitos Brasis. Ampliou o alcance dos mecanismos de fomentos, que hoje atingem segmentos e formatos dos mais diversos, entre eles o cinema autoral, aqui representado", diz o manifesto, que em seguida menciona o recorde de participações brasileiras em festivais internacionais e avalia: "Não chegamos a esse patamar histórico sem política pública."

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