
O que você precisa saber
Cientistas da Austrália descobriram no veneno de abelhas melíferas uma substância que pode ajudar no combate ao câncer, principalmente o de mama. O estudo, publicado pela Nature Precision Oncology, usou camundongos para mostrar a eficácia do teste, mesmo em casos da doença mais agressivos, como o triplo-negativo (TNBC).
A melitina compõe pelo menos metade do veneno expelido pelo inseto e é produzida não apenas no ferrão, mas também em outros tecidos. A molécula é a responsável por tornar a picada de abelha tão dolorosa em humanos.
Os pesquisadores usaram o veneno em células cancerosas desenvolvidas em laboratório e também em células saudáveis. Aqui, vale destacar que a melitina foi colocada em conjunto com outras drogas quimioterápicas. A substância utilizada no experimento veio de abelhas da Irlanda, Inglaterra e Austrália.
Estudiosos utilizaram para a pesquisa uma molécula encontrada no veneno de abelhas. Créditos: Irin-k/Shutterstock
Durante o estudo, quando a melitina foi bloqueada com um anticorpo, as células responsáveis pelo câncer sobreviveram. Tal comportamento indicou que a substância de fato era o componente do veneno que havia gerado bons resultados nos testes realizados anteriormente.
Diante do quadro, também foi possível perceber que o veneno de abelha que não contém melitina (mas que possui outros assassinos de células) teve baixa eficácia que diz respeito às células do câncer de mama. Mas o envenenador com a substância fez diferença, podendo suprimir o crescimento células cancerosas e reduzindo os níveis de uma molécula que as células doentes usam para sabotar o sistema imunológico.
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