Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de dezembro de 2020 · 2 min de leitura ·

Estudo mostra como a genética determina nossa aparência

Estudo mostra como a genética determina nossa aparência

“Ela tem os olhos do pai”. Uma frase tão comum, mas que ainda representa um grande mistério, pelo menos para os cientistas que tentam entender como genes moldam os traços e feições do rosto humano, já que pouco se sabe sobre o assunto.

No entanto, um passo importante foi dado por um grupo de pesquisadores de vários países, como mostra o estudo publicado recentemente na revista Nature Genetics. Nele, eles identificam mais de 130 regiões cromossômicas associadas a aspectos específicos dos nossos rostos, e como essa descoberta pode impactar a nossa saúde.

Para elaborar a pesquisa, o grupo escaneou mais de 8 mil indivíduos, com o intuito de relacionar cerca de sete milhões de marcadores genéticos a medidas obtidas por imagens 3D de suas faces. Cada vez que um traço característico era estatisticamente ligado a um ou mais marcadores genéticos, uma região do DNA em um cromossomo era observada pelos pesquisadores.

Por esta observação, eles conseguiram traçar um paralelo entre esses genes e características como o formato do nariz ou dos lábios. Mas ao passo que a descoberta representa muito para o entendimento da genética facial, o caminho ainda é longo.

“Ainda estamos arranhando a superfície. Acreditamos que milhares de regiões, e consequentemente milhares de genes, contribuem para a aparência facial. Muitos dos genes nessas regiões cromossômicas têm efeitos tão pequenos que talvez nunca tenhamos poder estatístico para detectá-los”, diz o estudo.

Durante a realização da pesquisa, vários padrões encontrados chamaram a atenção dos cientistas, como o fato de o nariz ser a parte do rosto mais influenciada pelos genes, ou de regiões que sofrem influências externas (como a alimentação) terem pouca associação genética.

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