
Um time de pesquisadores das universidades de Penn State, Minjiang e Nanjing quer desenvolver dispositivos vestíveis alimentados por microssupercapacitores como alternativa às baterias de lítio utilizadas hoje na geração de energia para dispositivos. O principal benefício disso, segundo eles, é o de que movimentos do corpo e respiração poderiam gerar a energia necessária para manter os dispositivos funcionando.
O estudo, liderado pelos professores Huanyu “Larry” Cheng e Dorothy Quiggle, do Centro de Desenvolvimento de Carreiras da Universidade Penn State, foi publicado no jornal científico Nano Energy.
“Isso é algo bem diferente do que já havíamos trabalhado antes, mas é uma parte essencial da equação”, disse Cheng, ao ressaltar que seu grupo está focado em desenvolver esses tipos de sensores em dispositivos vestíveis. “Quando trabalhamos em sensores de gás ou outras tecnologias vestíveis, nós sempre temos que combinar esses elementos com alguma bateria para gerar energia. Usar os microssupercapacitores nos dá a capacidade de criar energia autônoma, sem a necessidade de uma bateria”.
Segundo Cheng, as baterias e capacitores atualmente empregados em aparelhos de monitoramento de saúde e dispositivos vestíveis trazem diversas fraquezas, como por exemplo a baixa densidade energética e uma capacidade limitada de expansão física (em outras palavras: esticar ou contrair).
É aí que entram os microssupercapacitores: como dispositivos de armazenamento de energia, eles podem substituir baterias de íon-lítio, mas com o benefício extra de trazer uma pegada de carbono menor, maior densidade energética, bem como a recarga e descarga rápida.
O problema, segundo Cheng, é que se aplicados em dispositivos vestíveis, os capacitores seriam agrupados em um formato similar ao um “sanduíche”, o que limitaria a sua flexibilidade e tornaria a integração de processos muito complexa.
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