
Um estudo publicado na revista Nature parece ter solucionado uma das grandes questões da paleontologia, a origem dos pterossauros. Os répteis voadores contemporâneos dos dinossauros podem ser evoluções dos lagerpetídeos, comedores de insetos bípedes do período Triássico.
Segundo os paleontólogos Martin Ezcurra, do Museu Argentino de Ciências Naturais, e Sterling Nesbitt, da Virgina Tech, foi utilizada, para a pesquisa, uma sofisticada tecnologia de rastreamento e modelagem tridimensional.
Os pesquisadores identificaram ao menos 33 características em registros fósseis recém-desenterrados dos pterossauros que sugerem uma ligação entre as duas espécies, incluindo o formato do ouvido interno, caixa craniana e dentes, e semelhanças nas patas, pernas, tornozelos e ossos pélvicos.
Esqueletos parciais dos lagerpetídeos, que surgiram há cerca de 237 milhões de anos, foram encontrados nos Estados Unidos, na Argentina, em Madagascar e no Brasil.
Segundo Ezcurra, autor principal do estudo, a origem evolutiva dos pterossauros é “uma das questões mais enigmáticas da paleontologia desde a primeira descoberta dessa espécie no fim do século 18”, mas o achado da dupla pode mudar isso.
“Mostramos que os lagerpetídeos são os parentes mais próximos dos pterossauros e preenchem a lacuna anatômica entre os pterossauros e outros répteis”, explica o paleontólogo. De acordo com o estudo, estes bípedes também apresentam relações com os dinossauros.
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