
A Estação Espacial Internacional (ISS) abrigou um dos experimentos mais inusitados já ocorridos em meio ao universo. Isto porque astronautas levaram aranhas para a Estação com o objetivo de observar seu comportamento em ambientes sem gravidade.
Os resultados da observação de dois meses foram publicados no começo deste mês na revista científica Science of Nature. Primeiro, devemos partir do pressuposto de que as teias tecidas pelas aranhas aqui na Terra são assimétricas. Igualmente, é preciso lembrar que para pegar uma presa, o inseto senta de ponta-cabeça para ir em direção à “comida”.
Para o experimento, quatro aranhas Trichonephila clavipes foram envolvidas, sendo que duas permaneceram na Terra em situação exatamente igual às outra duas, que foram colocadas isoladas uma da outra em câmaras na ISS.
Da mesma maneira, três câmeras que tiravam foto a cada cinco minutos foram colocadas junto aos insetos, o que resultou em 14,5 mil imagens de todo o processo.
Em conclusão, as análises mostraram que, sem gravidade, a maioria das teias foi tecida simetricamente. No entanto, os pesquisadores destacam que, em dado momento, as aranhas começaram a se orientar pela luz instalada na câmara.
Dessa forma, começaram a tecer bem próximo à lâmpada, o que resultou em teias assimétricas, assim como as produzidas com gravidade. Os insetos também ficavam de ponta-cabeça com menos frequência.
Entre para comentar.