
Há 52 anos, no dia 20 de junho de 1969, o astronauta Neil Armstrong se tornava o primeiro homem a pisar na Lua. Todos conhecem sua célebre frase: “um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”. Mas o que pouca gente sabe é que o Brasil também participou dessa conquista.
Essa história começa um ano antes da primeira viagem tripulada à Lua, quando a Nasa criou o Programa LION (Lunar International Observers Network), que convidava astrônomos de todo o mundo a monitorar a Lua. O objetivo era identificar os chamados Fenômenos Transitórios Lunares ou TLPs, que são fenômenos luminosos que ocorrem na Lua e podem ser percebidos aqui da Terra.
Parte desses fenômenos são provocados por impactos de pequenos meteoroides com a superfície lunar, outros por emanações gasosas do subsolo. Mas existem alguns deles que até hoje não tem explicação definitiva. E para quem pretendia enviar pessoas para a Lua e trazê-las de volta em segurança, era preciso conhecer ao máximo os fenômenos que ocorriam por lá.
Em janeiro de 1968, a astrônoma Barbara Middlehurst, do Instituto Smithsoniano visitou o Brasil e pediu a Ronaldo Mourão, astrônomo-chefe do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, que formasse uma equipe brasileira para colaborar com o Programa LION.
Prontamente, Mourão convidou cinco astrônomos entre os mais experientes em observação lunar do Brasil: Jean Nicolini, de São Paulo, Rubens de Azevedo, da Paraíba, Nelson Travnik, de Minas Gerais, Cláudio Pamplona do Ceará e José Manoel Luís da Silva, do Paraná. Juntos, eles selecionaram outros 18 astrônomos, entre profissionais e amadores de todo o país para integrar a equipe.
A missão dessa equipe era monitorar a Lua por horas a fio, e relatar à NASA qualquer fenômeno percebido em sua superfície. Isso exigia muita dedicação e experiência dos astrônomos, principalmente numa época em que não haviam muitos recursos tecnológicos disponíveis. Ao final do programa em 1971, de todos os 13 países participantes, o Brasil, juntamente com os Estados Unidos, alcançaram o maior número de TLPs registrados.
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