Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de junho de 2021 · 2 min de leitura ·

Cientistas comprovam novo tipo de supernova que só existia em teoria

Cientistas comprovam novo tipo de supernova que só existia em teoria

Em 1980, o astrofísico Ken’ichi Nomoto, da Universidade de Tóquio, teorizou a existência de um novo tipo de supernova, apelidada de “supernova de captura de elétrons” . Segundo ele, o fenômeno teria uma forma diferente de explosão, até então desconhecida pela comunidade científica, mas que se provada real, explicaria muita coisa no Universo.

Trinta e um anos depois, astrofísicos da Universidade da Califórnia (e sua rede de telescópios em Santa Barbara e no Observatório de Las Cumbres) dizem ter encontrado as primeiras evidências que comprovam a sua existência.

“Supernovas” são eventos explosivos de altíssima intensidade, tidos como a fase final de uma estrela: literalmente, o seu canto de morte. Basicamente, são uma explosão tão intensa e descontrolada que seu brilho ofusca até mesmo o de sua galáxia, podendo ser vista de enormes distâncias.

A questão é que, até hoje, apenas dois tipos de supernovas foram devidamente observados: o primeiro ocorre com estrelas com mais de 10 vezes a massa do nosso Sol: seus núcleos “queimam” todo o seu combustível, suas estruturas centrais entram em colapso, causando uma explosão em suas camadas externas e resultando em uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.

O outro modelo é observado em estrelas com oito vezes a massa do nosso Sol ou menos. Aqui, elas se queimam por inteiras ao longo do tempo, deixando para trás um núcleo denso conhecido como “anã branca”. Essas anãs podem puxar mais energia de corpos vizinhos à elas – outras estrelas, por exemplo – até que suas massas não comportem mais tanto material e elas explodam em uma detonação termonuclear.

O terceiro tipo, porém, refere-se a um evento intermediário: ocorrendo em estrelas com massa entre oito e 10 vezes a do nosso Sol: essa situação faz com que a pressão interna das estrelas force seus elétrons a se fundirem com núcleos atômicos, causando uma enorme queda dessa pressão. O núcleo da estrela entra em colapso, explodindo e deixando para trás uma estrela de nêutrons um pouco maior que o Sol.

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