Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Estrelas próximas pode esconder exoplanetas, afirmam cientistas

Estrelas próximas pode esconder exoplanetas, afirmam cientistas

Um time de cientistas usou cálculos estatísticos para estimar que, em um sistema de estrelas próximo da Terra, podem se esconder exoplanetas ainda não descobertos. De acordo com o cálculo, a região estelar conhecida como “55 Cancri”, que já conta com vários planetas identificados, pode esconder mais alguns que ainda não vimos.

Segundo os especialistas, a quantidade de recursos computacionais necessária para observar e identificar factualmente tais planetas é grande demais neste momento, então eles decidiram construir um modelo estatístico, criando simulações envolvendo um disco protoplanetário (uma espécie de disco de gás e poeira que rodeia uma estrela recém-formada) composto de mais ou menos 500 protoplanetas de massa similar a Marte, e permitiu que esses corpos se chocassem, fundissem e partissem.

Isso porque o sistema 55 Cancri, como dissemos, já tem vários planetas descobertos, mas também tem bastante espaço para mais: principal característica desse sistema binário é sua composição por uma estrela um pouquinho menor que o nosso Sol e uma anã vermelha orbitando a cerca de mil unidades astronômicas.

Em uma distância inferior àquela entre a Terra e o Sol, 55 Cancri já conta com quatro planetas, com o mais próximo das estrelas tendo oito vezes a massa da Terra. Os dois seguintes tem 50 vezes a nossa massa e, finalmente, o quarto é um gigante gasoso, quase igualando a massa de Júpiter.

O quinto e último planeta descoberto nesse sistema, porém, tem cinco vezes a massa de Júpiter e, tal qual o maior planeta do nosso sistema, é um gigante gasoso. O quarto e o quinto planetas estão na zona habitável do 55 Cancri – ou seja, é uma região onde planetas poderiam ter água em estado líquido: nem perto demais da estrela para que o material não ferva, nem longe demais para que ele não congele.

É aqui que entra a simulação dos protoplanetas: ao permitir, no estudo, que seus objetos colidissem, pedaços deles seriam eventualmente absorvidos pelos dois gigantes gasosos – na verdade, a maior parte dos destroços teria esse destino. Entretanto, estatisticamente falando, a conclusão atingida pelos cientistas é a de que ainda haveria material suficiente para se criar um planeta de proporções similares à Terra. E mais além: a força gravitacional dos dois gigantes não seria um impedimento para o nascimento desses exoplanetas teóricos.

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