
A Universidade de Harvard vai encabeçar o chamado “Projeto Galileo”, uma iniciativa que vai analisar dados obtidos em pesquisas e observações astronômicas em busca de tecnologia alienígena — ou, como a própria equipe se refere, “sinais de civilizações tecnológicas extraterrestres vivas ou mortas”.
O Projeto Galileo é liderado por Avi Loeb, professor de ciências do departamento de astronomia de Harvard, e usará as informações de várias fontes de pesquisa para desenhar um algoritmo que, por meio da inteligência artificial (IA), deverá identificar viajantes interestelares, satélites não construídos por humanos e outros fenômenos aéreos não identificados (UAPs, na sigla em inglês).
“A ciência não deveria rejeitar explicações potencialmente extraterrestres simplesmente devido ao estigma social ou preferências culturais que não são condizentes com o método científico de questionamento empírico e sem viés”, disse Loeb em um comunicado emitido em 24 de julho. “Nós agora devemos ‘ousar olhar por novas lentes’, literalmente e figurativamente”.
A inspiração de Loeb vem, em parte, do objeto espacial “Oumuamua”, que passou pela Terra em 2017 e que o consenso geral diz ser “ou um cometa, ou um asteroide”. Loeb, que também dirige o Instituto de Teoria e Computação Astrofísica do Centro Harvard-Smithsonian, discorda: para ele, o Oumuamua é um exemplo de tecnologia alienígena. Diversas teorias, porém, indicam o contrário.
“Nós podemos apenas especular se o Oumuamua pode ser explicado por condições naturais inéditas, ou podemos também ampliar a nossa imaginação ao considerarmos o Oumuamua como um objeto tecnológico extraterrestre, similar a uma vela solar ou uma antena de comunicação, o que se encaixa muito bem nos dados astronômicos”, disse Loeb.
Apesar do tom, a suspeição sobre o Oumuamua não é de todo descartável: fisicamente, muitas de suas características não são devidamente explicadas. Seu formato achatado e alongado — similar a um charuto — por exemplo, é algo incomum tanto para asteroides como para cometas. Seu movimento errático também não condiz com as trajetórias normalmente lineares de qualquer um dos dois tipos de corpos.
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