Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Há 10 anos se encerrava a gloriosa era dos ônibus espaciais

Há 10 anos se encerrava a gloriosa era dos ônibus espaciais

Não há dúvidas que estamos vivendo um momento histórico da era espacial. O retorno à Lua, missões à Marte, sondas visitando cometas e asteroides e, a cada dia, o turismo espacial se tornando mais próximo da realidade. Mas, nesta semana marcada pelo primeiro voo tripulado da Blue Origin e os 52 anos do primeiro homem na Lua, também completou-se 10 anos do fim de um dos períodos mais espetaculares da astronáutica: a era dos ônibus espaciais.

Os ônibus espaciais da Nasa foram os primeiros veículos espaciais reutilizáveis da história. Eles substituíram os gigantescos foguetes Apollo e, por 30 anos, foram as mais sofisticadas espaçonaves construídas pelo homem.

O veículo orbitador (OV) parecia um avião, tinha asas, cauda, trem de pouso e 3 potentes motores RS-25. Com 37 metros de comprimento e 18 metros de envergadura, pesava 78 toneladas e tinha capacidade para transportar 7 astronautas e até 27,5 toneladas de carga (para órbita baixa). Para tirar isso tudo do chão e colocar em órbita, o ônibus espacial contava com um gigantesco tanque de combustível externo com 760 toneladas de hidrogênio e oxigênio líquidos, e dois foguetes auxiliares de 500 toneladas de combustível sólido cada.

Ele era lançado verticalmente, como um foguete convencional. Os 3 motores do ônibus espacial e os dois foguetes auxiliares operavam em conjunto para vencer os primeiros quilômetros de atmosfera. Após o impulso inicial, os foguetes auxiliares eram ejetados e caiam de paraquedas no oceano para serem resgatados e reutilizados.

Pouco tempo depois, o tanque externo também era ejetado, mas ele não era reaproveitado, pois queimava na reentrada atmosférica. E depois de realizar suas missões em órbita, o ônibus espacial retornava à Terra de uma forma espetacular.

A manobra era iniciada com um giro de 180 graus em seu eixo. Para manobras orbitais, o ônibus espacial contava com dois propulsores adicionais na parte de trás do veículo. Com a nave voltada na direção contrária do deslocamento, estes propulsores eram acionados para reduzir sua velocidade orbital e forçar a reentrada na atmosfera. O veículo era então reposicionado num ângulo específico (40°) de forma a gerar o arrasto necessário para freá-lo.

Compartilhe