Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Pterossauros provavelmente nasciam sabendo voar, dizem cientistas

Pterossauros provavelmente nasciam sabendo voar, dizem cientistas

Muitos já ouviram uma expressão que afirma que cães já nascem sabendo nadar. Isso não é verdade, mas segundo cientistas da Universidade de Southampton, na Inglaterra, essa analogia serve para os pterossauros, que, segundo nova pesquisa, já nasciam sabendo voar.

Os pterossauros são uma ordem extinta de répteis voadores que viveram no período mesozóico, da qual fizeram parte os pterodáctilos e suas gerações posteriores. Embora tenham convivido com os dinossauros, os pterossauros não entram nessa classificação, e sua evolução foi relativamente rápida em comparação com outros animais.

Uma análise mais aprofundada da estrutura óssea dos pterossauros, porém, indica que, mesmo filhotes recém-chocados já sabiam voar — e não apenas uma “levantadinha” do solo, mas voos completos. Isso porque, em termos técnicos, a habilidade de cruzar os céus depende de três elementos básicos: musculatura forte para sustentar o corpo no ar, fibras de queratina resistentes na pele das asas, e ossos bem fortes.

Esse último elemento serviu de ponto de partida para Darren Naish, paleontologista na Universidade de Southampton, que junto de sua equipe, analisou fósseis de pterossauros — comparando embriões, recém-chocados e adultos em métricas como envergadura (a abertura total de uma asa à outra), a força dos ossos das asas e quanto peso a musculatura seria capaz de carregar.

Especificamente, a equipe analisou duas espécies — Pterodaustro guinazui e Sinopterus dongi — e um osso específico, chamado úmero, também presente em humanos. Esse osso é o que os animais usavam para se lançarem ao ar. E no caso dos pterossauros, o úmero era especialmente forte, mais até que o de alguns adultos das espécies.

Inclusive, pelo osso em questão ser mais forte e a envergadura das asas ser menor nos filhotes, Naish & equipe estimam que os animais mais jovens eram capazes de ações que apenas alguns adultos conseguiam, como mudar de direção e velocidade no meio do voo ou voar distâncias maiores.

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