Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Quais países têm maior probabilidade de sobreviver ao colapso da civilização?

Quais países têm maior probabilidade de sobreviver ao colapso da civilização?

Um estudo publicado na revista Sustainability aponta os países que têm maior probabilidade de sobreviver a um possível colapso da civilização no futuro. Realizado pelos professores Nick King e Aled Jones, do Global Sustainability Institute da Anglia Ruskin University (ARU), na Inglaterra, o trabalho “explica como uma combinação de destruição ecológica, recursos limitados e crescimento populacional pode desencadear uma redução na complexidade geral da civilização, com a mudança climática servindo como um multiplicador de risco, exacerbando as tendências existentes”.

“Mudanças significativas são possíveis nos próximos anos e décadas. O impacto da mudança climática, incluindo o aumento da frequência e intensidade das secas e inundações, temperaturas extremas e maior movimento da população pode ditar a gravidade dessas mudanças”, afirmou Jones.

Cinco países foram apontados no levantamento por terem as condições iniciais mais favoráveis ​​para sobreviver a um colapso global graças a três fatores: isolamento (distância de outros grandes centros populacionais que podem estar sujeitos a eventos de deslocamento), auto-suficiência (infraestrutura de energia e manufatura) e capacidade de suporte (terras disponíveis para agricultura e população em geral).

A Nova Zelândia é a melhor posicionada entre as nações graças à sua baixa população, abundantes terras agrícolas e capacidade de produzir energia geotérmica e hidrelétrica. Islândia, Austrália (Tasmânia) e Irlanda aparecem logo na sequência, com o Reino Unido na quinta colocação devido a sua complicada matriz energética e alta densidade populacional.

“Além de demonstrar quais países acreditamos serem os mais adequados para lidar com tal colapso — o que sem dúvida seria uma experiência profunda e transformadora —, nosso estudo visa destacar ações para abordar os fatores interligados de mudança climática. Capacidade agrícola, energia doméstica, capacidade de manufatura e o excesso de confiança na complexidade são necessários para melhorar a resiliência das nações que não têm as condições iniciais mais favoráveis”, completou o professor.

Apesar dos efeitos das mudanças climáticas todas as ilhas ou continentes insulares acima citados, foram bem avaliados no estudo, pois apresentam baixa variabilidade de temperatura e precipitação. Eles têm forte influência climática oceânica e maior probabilidade de que condições relativamente estáveis ​​continuem.

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