
O que você precisa saber
Muitos creditam a Apple pela revolução do smartphone com o lançamento do iPhone. A história é um pouco diferente, no entanto. Apesar de o iPhone ter ditado o formato padrão da indústria, com telas maiores e teclados virtuais em vez de físicos, o que realmente mudou o mundo foi outro serviço da empresa, a App Store.
A loja foi o que tornou o smartphone realmente útil para as pessoas comuns e tornou o formato atraente e rentável para desenvolvedores. Antes, instalar um novo aplicativo em um celular era um processo longo, árduo e complexo, e foi profundamente simplificado. Foi aí que começou a era dos apps.
De lá para cá, 8 anos se passaram, e o formato continua igual, basicamente replicado no Android, no Windows. Mas, finalmente, em 2016, as coisas estão mudando. E é aí que entram os robôs da Microsoft e do Facebook.
Durante a Build 2016, a Microsoft deixou clara sua intenção de implementar a inteligência artificial que vem desenvolvendo como a nova forma de interagir com serviços e empresas. Em vez de tocar na tela, clicar em botões, você pode dar comandos de voz ou em texto para um robô do outro lado, que pode completar a ação que você solicitou.
Esse panorama, unido à evolução da inteligência artificial e do processamento de linguagem natural, faz com que a possibilidade de conversar com robôs online seja uma realidade muito próxima. No entanto, a Microsoft espera que o usuário não precise entrar diretamente em contato com os robôs criados pelas empresas, apresentando um cenário em que a assistente Cortana faz a mediação entre usuário e os serviços. Quer pedir uma pizza? Peça a Cortana. Quer reservar um hotel? Peça a Cortana. A ideia da empresa é que cada vez menos seja necessária a intervenção humana neste processo, deixando a assistente e os robôs se acertarem por conta própria.
Essa visão é surpreendentemente similar à do Facebook. A rede social quer aplicar este mesmo conceito no Messenger, permitindo que usuários interajam com empresas e serviços diretamente pelo aplicativo. A diferença é que a empresa de Zuckerberg ainda não apresentou uma plataforma de inteligência artificial para que outras companhias possam criar seus robôs. Mesmo assim, a ideia ainda é bem parecida, ao ponto de a KLM, a empresa aérea, já ter começado a levar os seus serviços para o Messenger. Outras empresas devem fazer o mesmo.
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